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27/07/2007 - 12h44

Avião da TAM sofre pior acidente aéreo da história do país

Da Redação
No início da noite de 17 de julho de 2007, um Airbus A-320 que fazia o vôo JJ 3054 da TAM não conseguiu pousar na pista principal do aeroporto de Congonhas. Sob chuva, a aeronave ultrapassou os limites do aeroporto, atravessou a avenida Washington Luiz - chegando a tocar em um táxi durante o trajeto - e acabou se chocando contra um prédio da TAM Express. Um explosão e um grande incêndio seguiram a colisão. Foi o mais grave acidente aéreo da história do país. Todos os passageiros do vôo que vinha de Porto Alegre morreram, além de funcionários da TAM Express que estavam no prédio no momento da tragédia e pessoas que passavam pelo posto de gasolina ao lado.

A determinação do número e da identidade das vítimas ainda está em processo, e caminha devagar, graças à condição dos corpos carbonizados e à incerteza sobre quantas pessoas foram envolvidas. Dez dias depois do acidente, a Secretaria de Segurança Pública contabiliza 199 mortos, sendo 89 deles identificados. Determinar quem estava no vôo também foi tarefa mais demorada do que o pensado: do primeiro boletim oficial da TAM no dia do acidente e a lista final de passageiros divulgada três dias depois, onze nomes foram adicionados, chegando ao total de 187 pessoas no vôo.

Mais de 250 homens do Corpo de Bombeiros trabalharam para controlar o incêndio, além de dezesseis ambulâncias e profissionais do Instituto Médico Legal (IML). O fogo durou mais de seis horas, e as chamas atingiram vinte metros de altura. O prédio foi destruído. Nove dias depois, o Corpo de Bombeiros encerrou as buscas nos escombros. Ao todo, foram retiradas 220 sacolas com restos mortais.

Na noite do acidente, as primeiras autoridades visitaram o local e a possibilidade de sobreviventes já foi anunciada como remota. O governador José Serra (PSDB), chegou a declarar que a temperatura do avião teria chegado a 1.000ºC, e que a aeronave se desfez. Entre os funcionários da TAM Express, no entanto, houve quem fosse resgatado com vida.

Ainda na noite de terça, o presidente Lula convocou um "gabinete de crise" com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais), Franklin Martins (Comunicação Social) e Waldir Pires (Defesa). Uma semana depois, Pires foi substituído por Nelson Jobim. No dia seguinte, Lula pediu que os diretores da Anac deixassem seus cargos.

Causas

Depois de passar por reformas, a pista principal de Congonhas foi liberada para pousos e decolagens no dia 30 de junho. No entanto, ela foi liberada sem que fosse feito o grooving (ranhuras para dar mais aderência aos pneus dos aviões e facilitar o escoamento da água).
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SINDICATO: PRECARIEDADE
OUTRA DERRAPAGEM
De supostas condições inadequadas do aeroporto de Congonhas a problemas no avião e imprudência do piloto, passando pela crise aérea nacional, uma série de especulações sobre as causas do acidente seguiu a tragédia. As investigações sobre o acidente, no entanto, apenas começaram.

No dias posteriores ao acidente, a pista principal de Congonhas sofreu uma nova reforma - pouco mais de um mês depois de ter sido remodelada - e recebeu ranhuras que aumentam o coeficiente de atrito da pista. A Anac também determinou mudanças na malha aérea paulista.

Números do acidente

199
mortes oficiais
148
corpos identificados

TAM

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É absolutamente precoce supor o aumento das tensões sociais ou de virada no governo Lula em decorrência de um acidente aéreo...Francisco Assis Melo Araujo - São Paulo/SP

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