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25/10/2007 - 16h36

Mais de 90% dos eleitores argentinos rejeitaram trabalhar nas eleições, conta correspondente

da Redação
Em São Paulo
A apatia e o desinteresse dos argentinos pela eleição presidencial que ocorre neste domingo (28) confirmam-se mais uma vez. Segundo a correspondente da BBC Brasil em Buenos Aires, Marcia Carmo, a Justiça Eleitoral do país teve que convocar às pressas funcionários públicos para trabalhar como presidentes de mesa durante o pleito. Isso porque 92% dos eleitores chamados para o trabalho rejeitaram pela primeira vez cumprir esse papel. Clique aqui para ver a entrevista.

A fragilidade da legislação eleitoral argentina, segundo a correspondente, é o que permitiu essa grande "evasão". Diferentemente do que acontece no Brasil, quem não comparece para trabalhar nas eleições na Argentina não sofre punições: paga somente uma multa de 10 pesos (cerca de R$ 5,65). Já o voto é obrigatório, e como a maioria dos argentinos diz que vai às urnas votar, essa não é uma preocupação da Justiça Eleitoral.

Campanha e plástica

O último dia de campanha eleitoral na Argentina foi marcado por forte chuva. A primeira-dama e candidata favorita à presidência da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, passou o dia fazendo campanha em La Matanza, um dos locais mais pobres da Grande Buenos Aires, a capital argentina.

Nesta quarta-feira à noite, ela deu sua primeira entrevista à TV desde que lançou sua candidatura, há três meses. Durante a conversa veiculada no programa "A Dos Voces", da emissora TN, Cristina disse que a inflação é um dado preocupante, mas defendeu os dados oficiais - hoje ela está em torno de 8% ao ano no país.

A menção da candidata ao dado se deve às denúncias de "maquiagem" da inflação argentina. Esse é um dos pontos nevrálgicos do atual governo de Néstor Kirchner, marido da candidata. A oposição e funcionários do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Preços, equivalente ao IBGE brasileiro) acusam o governo de "manipular" os dados sobre a alta de preços. Para eles, a inflação da Argentina é, no mínimo, o dobro da divulgada oficialmente, ou seja, cerca de 16% ao ano.

Cristina e Néstor Kirchner são conhecidos como pessoas avessas à imprensa. Daí o ineditismo das entrevistas concedidas pela candidata favorita, às vésperas do pleito. Além do bate-papo na TV, Cristina concedeu na tarde desta quinta-feira entrevistas a mais duas rádios, durante as quais se disse contra o aborto e revelou que nunca fumou maconha nem fez nenhuma plástica (este último, assunto bastante debatido no país).

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