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28/12/2006 - 08h31
Brasil vira vitrine para jogadores húngaros

Leandro Canônico, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - Longe de uma Copa do Mundo desde 1986, a Hungria passa por um momento de escassez na formação de jogadores. Diante disso, um empresário húngaro viu no Brasil a chance de valorizar os atletas do país europeu e ainda tentar montar uma base para a Eurocopa de 2012 e Copa do Mundo de 2014.

HÚNGAROS QUE JOGAM NO BRASIL
Divulgação
O lateral-esquerdo Daniel Papp, 19 anos, já foi do Fluminense e também do Atlético-PR
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O zagueiro Gevay, também de 19 anos, é outro que teve passagem no Fluminense
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O meia- atacante Gyomber tem 18 anos e joga pelo Náutico. Ele nasceu em Makó
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Andras é volante, tem 18 anos e é o único húngaro que ainda treina no Fluminense
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Volante, Artur é ucraniano naturalizado húngaro. Aos 18 anos, ele joga no Náutico
PALMEIRAS HÚNGARO?
Robert Magyar criou a empresa Global Sports, com sede em Budapeste, e chamou o brasileiro Reginaldo Rodrigues de Oliveira para ajudá-lo. Atualmente com 34 anos, Oliveira atuou no futebol húngaro por 13 anos e agora fixou residência no Rio de Janeiro para tocar de perto o Projeto Hungria.

"O jogador húngaro que atua por lá não tem mercado na Europa. A idéia, então, foi trazer jovens revelações de lá para o Brasil, valorizá-los e vendê-los para o Velho Continente. A visibilidade dos jogadores no país do futebol com certeza será maior do que na Hungria", declarou Reginaldo Rodrigues de Oliveira.

O segundo passo depois dessa valorização é considerado o mais difícil pelos integrantes da Global Sports: montar uma base para a disputa da Eurocopa de 2012, que pode acontecer na Hungria, e para a Copa do Mundo de 2014. Para isso, o trabalho terá de ser conjunto com a federação do país europeu.

"O futebol húngaro está sem renovação. Os treinadores de lá são covardes e não ousam colocar jogadores de 17, 18 anos para jogar. Portanto, esse trabalho de montar uma base para a seleção é de longo prazo, porque os dirigentes da federação de lá também têm essa mentalidade", completou o brasileiro que comanda o projeto.

A idéia da empresa é depois que o negócio se estabelecer no Brasil e eles conseguirem vender alguns jogadores para a Europa mostrar aos dirigentes húngaros que o processo pode ser levado adiante.

"Não pretendemos queimar etapas. Vamos deixar os jogadores no Brasil o tempo que for necessário para eles ficarem maduros. Quanto mais tempo eles ficarem no Brasil, mais dinheiro vamos ganhar no futuro. E é isso que nós temos de mostrar para os dirigentes húngaros, que podemos montar uma seleção forte fazendo um plano de carreira coerente para esses jogadores", explicou Oliveira.

"Eles olham nosso projeto com bons olhos, mas precisamos de muita política e muita calma para não dar nada errado", acrescentou o brasileiro.

Os primeiros clubes brasileiros a abrirem as portas para o Projeto Hungria foram o Fluminense e o Náutico. Mas dois jogadores já foram vetados tecnicamente. Na equipe carioca só ficou o volante Andras - o lateral-esquerdo Daniel Papp e o zagueiro Gevay terminaram o estágio e não foram aproveitados. Já no time pernambucano estão o meia-atacante Gyomber e o volante Artur, ucraniano naturalizado húngaro.

"O Andras se destacou e será aproveitado no Campeonato Estadual do Rio. Os outros dois não tinham futebol suficiente para barrar os nossos jogadores e foram devolvidos. Mas continuamos com a parceria e estamos abertos para receber mais jogadores no futuro", declarou Cássio Miranda, diretor de futebol amador do Fluminense.

A idéia para o próximo ano é aumentar o número de clubes brasileiros a ter jogadores húngaros. Santos, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, Vitória, entre outros, já receberam os empresários da Global Sports para conversar sobre o projeto.

"Os treinadores são ruins e a mídia é muito negativa com o futebol do país. Um sistema administrativo na federação do país fez durante muitos anos estes rapazes sucumbirem e desistirem de seguir uma carreira. Estas pessoas não têm visão de negócios", opinou o ex-jogador húngaro Viniczai Tibor.

Um dos principais jogadores da Hungria, Tibor, de 50 anos, teria a companhia do lendário Ferenc Puskas nesse projeto. No entanto, o maior jogador da história do país morreu recentemente e não pôde começar a trabalhar nessa idéia.

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