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 Internacional

15/03/2006 - 14h05
Líbano pede ao Brasil que extradite suspeita presa em SP

BEIRUTE (Reuters) - O Líbano pediu ao Brasil na quarta-feira que extradite a ex-executiva de um banco presa sob suspeita de ligação com o assassinato do ex-premiê libanês Rafik al-Hariri, disse um representante do Ministério das Relações Exteriores libanês.

Rana Koleilat, detida desde domingo em São Paulo, é procurada no Líbano por acusações de fraude, apropriação indébita e falsificação de documentos, ligadas à falência do banco Al Madina, em 2003.

"O ministro das Relações Exteriores (do Líbano), Fawzi Salloukh, orientou o embaixador do Líbano no Brasil a pedir às autoridades brasileiras que mantenham Koleilat sob custódia até que o pedido oficial de extradição chegue", afirmou o assessor.

O inquérito da ONU sobre o assassinato de Hariri, num ataque a bomba contra sua comitiva, em fevereiro de 2005, ligou a morte à falência do banco, e disse que os assassinos podem ter sido motivados por corrupção e lavagem de dinheiro.

O Líbano não mantém tratado de extradição com o Brasil, mas Salloukh disse à rádio Voz do Líbano que a possível ligação com o assassinato de Hariri pode representar uma solução para o caso.

"O Conselho de Segurança da ONU pediu a todos os países que ajudem ao máximo nesse caso", disse ele. Fontes judiciais disseram à Reuters, porém, que as autoridades libanesas não querem a extradição de Koleilat por causa de acusações de ligação com o assassinato de Hariri.

Uma porta-voz da comissão da ONU em Beirute não quis comentar o caso.

Koleilat, 39, que era procurada pela Interpol, foi presa num hotel em São Paulo, depois de uma denúncia à polícia. A libanesa está detida no 89o. Distrito Policial, na região do Morumbi.

Ela tinha um passaporte britânico falso e tentou subornar os policiais, oferecendo 200 mil reais para que eles a deixassem sair do país, segundo informações da polícia. Ela havia fugido do Líbano do ano passado, depois de ter sido libertada sob fiança.

O relatório da ONU disse que os investigadores seguiram "pistas que levaram à falência do banco Al Madina, incluindo ligações com autoridades libanesas e sírias, além de com o senhor Hariri".

O inquérito implicou autoridades sírias e seus aliados libaneses no assassinato. Todos eles negam participação no crime.

(Texto de Alaa Shahine)

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