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21/08/2008 - 15h38

Sucessão de incidentes quase tirou casal do vôo, diz amiga de brasileiro morto na Espanha

Fabiana Uchinaka
Em São Paulo
"Parecia que não era para eles embarcarem", contou ao UOL a psicóloga Renata Zuconelli, de 29 anos. Ela era amiga do casal Ronaldo M. Gomes Silva e Yanina Celis Dibowsky, que morreu no acidente com o avião da Spanair no aeroporto de Madri nesta quarta-feira, e os havia recebido em São Paulo durante o último mês.
  • Arquivo pessoal

    Geraldinha, Pedro, Ronaldo, Yanina e Renata; Yuri (agachado), na última foto da família Zuconelli com o casal

  • Renata e Yanina durante a visita a São Paulo, no último mês

  • Arquivo pessoal

    Yanina e Ronaldo haviam se casado em julho e estava em lua-de-mel



"O portão de casa, que nem é elétrico, não queria abrir. No caminho do aeroporto, o pneu do meu carro furou e o carro quebrou duas vezes. Falei: não viajem hoje. Mas a Yanina precisava passar nas Ilhas Canárias, onde os pais dela moram, antes de seguir para a Alemanha, onde ela visitaria a avó, para depois voltar para Londres", contou Renata, muito abalada. "Chegamos ao aeroporto e a Nina tinha confundido o horário de embarque, achou que era uma hora depois. Ficou em cima da hora e nem deu tempo de nos despedirmos direito".

Segunda ela, Yanina tinha muito medo de voar de avião e consultou um psicólogo antes de embarcar para a Espanha. "Ela tinha ido até Goiânia de ônibus, visitar a família do Ronaldo, porque não queria pegar avião. Então falei para ela se consultar com um psicólogo, e ela estava mais tranqüila", lembra.

Renata conta que o casal tinha acabado de se casar e tinha muitos planos. Eles chegaram a São Paulo em novembro para dar entrada no visto europeu dele, se casaram no dia 3 de julho em um cartório do bairro do Brooklin, zona sul da capital paulista, e enquanto esperavam a documentação aproveitaram para visitar a família do Ronaldo em Goiânia e passar em Brasília. "Quando voltaram a São Paulo, levamos os dois para passear. Ele nunca tinha ido à praia e nunca tinha visto o mar. Fomos até uma cascata em Mongaguá [no litoral] e eles pareciam crianças de tão felizes. Nunca tinham visto aquilo", descreve.

A amiga conta que o casal pretendia comprar uma casa em Londres e depois uma no Brasil. "Eu e o meu irmão também estávamos pensando em comprar uma casa lá para morar perto deles", diz Renata, que os conheceu por meio do irmão Yuri, que morou com Ronaldo em Londres por um ano. Ronaldo e Yuri trabalhavam como motoboys.

No dia do acidente, Renata ficou preocupada, porque o casal não entrou em contato para avisar que havia chegado bem. "Vi de relance na televisão que um avião tinha caído na Espanha. Mas não conseguia confirmar que eles estavam no acidente. Aí, o pai dela ligou para a minha mãe e contou que eles não tinham sobrevivido". A família de Renata avisou os parentes de Ronaldo sobre o que tinha acontecido. "A irmã dela achou que era uma brincadeira de mau-gosto", diz.

Em entrevista à "Globo News", o pai de Ronaldo, Julião Alves da Silva, contou que o filho viajava em lua-de-mel. A irmã de Ronaldo, Rosana Gomes Silva, que mora em Ourilância do Norte, no Pará, disse que a família está em choque. "Estamos ainda abalados, tentando trazer o corpo rapidamente", falou. Ela contou que outro irmão, que também mora em Londres, já foi para a Espanha fazer o reconhecimento do corpo.

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