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28/01/2009 - 18h46

Comunidade que procurava pistoleiro para matar Evo Morales é removida do Facebook

Do UOL Notícias
Em São Paulo
O site de relacionamentos Facebook removeu uma comunidade virtual que pretendia levantar recursos e contratar um pistoleiro para matar o presidente da Bolívia, Evo Morales. As informações são do jornal britânico "The Guardian".

O grupo foi criado em agosto de 2008 e possuía 8.069 membros. O idioma utilizado era o espanhol. O nome, "União global para contratar um atirador e liquidar Evo Morales". Abaixo do nome, a descrição: "Precisamos levantar dinheiro para convencer alguém a matá-lo".

O boliviano Hony Pierola, 20 anos, fundador da comunidade, afirmou que tratava-se apenas de uma brincadeira "para rir um pouco". Ele afirmou que "não seria tão estúpido para fazer uma proposta dessa com seriedade".

No entanto, o tom odioso estava presente em muitas das 497 mensagens postadas na comunidade, que violava os termos de utilização do Facebook, segundo o qual é proibido mensagens violentas, ameaçadoras ou que expressem ódio.

Uma postagem, datada de 10 de agosto, sugeria a tortura a Morales, para compensar "o que ele tem feito indiretamente a muitas pessoas na Bolívia". A grande maioria dos membros do grupo são menores de 30, de acordo com as respectivas fotos e datas de nascimento.

Primeiro presidente indígena da América do Sul, Morales é uma figura que divide opiniões por colocar em prática medidas de caráter socialista. No domingo, os eleitores da Bolívia - país mais pobre da América do Sul - aprovaram uma nova Constituição, defendida por Morales, que prioriza a maioria indígena no país, oprimida ao longo dos anos.

O porta-voz do presidente boliviano, Ivan Canelas, afirmou que o governo do país não tinha conhecimento da comunidade no Facebook, mas que funcionários iriam investigá-la.

Jaime Schöpflin, representante do Facebook, disse que o grupo criado por Pierola violava claramente os termos de uso do site. Ela afirmou também que não soube se algum dos 700 funcionários do site foi informados sobre a existência da comunidade.

Schöpflin admitiu ser um desafio complicado aplicar os termos de utilização do Facebook a todos os usuários do site, que no ano passado teve o número de usuários duplicado para 150 milhões.

"Ao tomarmos ciência de práticas como essas, retiramos o conteúdo imediatamente do Facebook", disse Schöpflin, acrescentando que as contas dos infratores também serão encerradas.

A conta de Pierola, entretanto, permanece ativa.

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