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09/10/2009 - 11h18

Novo presidente da Fundação Luso-Brasileira foca em cultura

Lisboa, 9 out - O novo presidente da Fundação Luso-Brasileira, o gestor Miguel Horta e Costa, que substituiu o banqueiro João Rendeiro, quer dirigir as atividades da instituição à área de cultura, onde acredita que estão as "vantagens competitivas" da relação com o Brasil.

"Depois de ter falado com várias pessoas, com quem tenho grande amizade e que estão muito ligadas à vida luso-brasileira, com interesses em Portugal e Brasil, recolhi este consenso de que era muito importante reforçar a aposta na área cultural", disse Miguel Horta e Costa em entrevista à Agência Lusa.

Um primeiro passo foi o início da constituição de um conselho consultivo cultural. Atualmente, estão sendo escolhidos os três integrantes brasileiros - Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo; Evangelina Seiler, artista e nora do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e Waldick Jatobá.

Este órgão, que também já selecionou um dos três membros portugueses - José Blanco, administrador da Fundação -, ficará encarregado de elaborar o programa de atividades culturais, explicou o novo presidente.

"Estive no Brasil esta semana a apresentar o novo conselho de administração, em contatos com mundo da cultura. Houve um grande jantar de apresentação em São Paulo, e foi constituído o conselho cultural, que já estava previsto nos estatutos", ressaltou.

"Sem prejuízo de continuarmos a ter uma atuação na área empresarial, considero que o foco deve ser a área cultural, até porque isso está mais próximo do desígnio da fundação, que, na altura, foi criada com o desígnio do mundo da língua portuguesa, do mundo lusófono", acrescentou Horta e Costa.

Vice-presidente da gestão anterior, Horta e Costa assumiu a Presidência interina da Fundação no início do ano, depois da renúncia de João Rendeiro, afetado pela queda do Banco Privado Português (BCP).

A candidatura do ex-presidente da Portugal Telecom (PT), que protagonizou o maior investimento feito por uma empresa portuguesa no Brasil - compra da Telesp Celular, em 1998 -, foi a única apresentada em junho ao conselho de administração.

"A Fundação tem vindo a percorrer um caminho interessante, mas vou dar um cunho mais pessoal, com uma sensibilidade mais definida e mais forte na área cultural. É para aí que pretendo apontar a estratégia", contou.

"A razão é muito simples: como Fundação Luso-Brasileira, as nossas vantagens competitivas são exatamente na área cultural. Hoje, na área empresarial, já temos muitas entidades que estão ativas, desde empresas, jornais econômicos, há muitas que estão a fazer muito pela dinamização da vida empresarial", acrescentou Horta e Costa.

A primeira atividade, já no final do mês, será a 5ª edição dos Prêmios Fundação Luso-Brasileira, que acontecerá no dia 30 no Cassino do Estoril.

Os premiados
Os agraciados com o prêmio nesta edição são o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e a Petrobras, além da atriz portuguesa Sofia Escobar e do acadêmico luso Adriano Moreira.

Já entre 5 e 8 de novembro ocorre a 4ª Mostra de Cinema Brasileiro.

Horta e Costa, atualmente vice-presidente da agência de publicidade Euro RSCG, terá como vice-presidentes Francisco Murteira Nabo e Vasco Rocha Vieira.

Os vogais são o brasileiro Antonio Alberto Gouvêa Vieira e os portugueses António Pita de Abreu, João Bento e Zeinal Bava, atual presidente do grupo PT.

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