UOL Notícias Internacional
 

07/01/2010 - 12h51

Reforma monetária dispara inflação e causa escassez de alimentos na Coreia do Norte

Do UOL Notícias
Em São Paulo
A violenta reforma monetária do governo da Coreia do Norte fez disparar a inflação e está causando escassez de alimentos no país, segundo uma rede de informantes internos que trabalha para uma ONG com sede em Seul, capital da Coreia do Sul. A informação é da edição desta quinta-feira (7) do jornal "Washington Post".

Segundo o jornal, a reforma monetária faz parte de um plano agressivo para acabar com o comércio livre dentro do Estado comunista. Desde março passado, o governo fechou dois grandes atacados na cidade portuária de Chongjin e na periferia de Pyongyang. Hoje, os mercados particulares são os principais empregadores e distribuidores de comida no país, e responsáveis pela propagação do capitalismo local nas cidades - funcionários da ONU (Organização das Nações Unidas) estimam que metade das calorias consumidas pelos norte-coreanos é comprada nestas lojas.

Como a maior parte dos produtos à venda chega à Coreia do Norte contrabandeada pela fronteira com a China, o governo também aumentou o controle das alfândegas e proibiu a população de viajar com malas de tamanho grande.

No fim de 2009, uma nova medida foi tomada: a reavaliação da moeda local, o won. Um dos objetivos da reforma era controlar a inflação, mas a troca de moedas acabou fazendo o contrário. O valor do novo won no mercado negro desabou em relação ao yuan chinês, fazendo com que os comerciantes retirassem seus produtos das prateleiras, levando ao aumento nos preços. A proibição do uso de moeda estrangeira dentro do país reforçou as precauções adotadas pelos comerciantes.

As restrições impostas pela reforma monetária irritaram trabalhadores rurais e operários, que só puderam trocar 40 wons antigos por vez, até que raros protestos fizeram o governo rever a quantia máxima que poderia ser trocada no banco.

Mas as restrições também podem ter desagradado a elite norte-coreana, que usa euros, dólares e yuans para comprar artigos de luxo em butiques estatais que não estão disponíveis para a maioria da população. E, afirma o "Washington Post", a sobrevivência da liderança de Kim Jong Il depende justamente desta elite, que detém cargos importantes no governo e nas Forças Armadas.

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