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13/01/2010 - 15h47

Mortos em terremoto no Haiti devem superar os 100 mil, diz premiê

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

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O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, afirmou que o número de mortos no terremoto que atingiu o país na noite dessa terça-feira (12) pode superar os 100 mil, segundo a rede de TV norte-americana CNN.

Mais cedo, o embaixador do Haiti na Organização dos Estados Americanos (OEA), Duly Brutus, disse que o sismo causou "dezenas de milhares de vítimas e perdas materiais consideráveis".

Exército confirma morte de 11 brasileiros; terremoto mata também Zilda Arns


"O Haiti necessita mais do que nunca a solidariedade de seus irmãos [da região] e da comunidade internacional", afirmou Brutus em uma sessão do Conselho Permanente da OEA. "Em nome do governo faço um chamado à comunidade internacional para que nos ajudem", disse.

O mais urgente é "salvar as milhares de pessoas que ainda estão com vida embaixo dos escombros", acrescentou Brutus. De acordo com ele, vários integrantes civis e militares do contingente das Nações Unidas estão desaparecidos. "Nunca nosso país precisou tanto da ajuda da comunidade internacional", disse o embaixador.
  • EFE / Radio Tele Ginen Haiti

    Mulher é retirada dos escombros de casas destruídas pelo terremoto que atingiu o Haiti


Brutus agradeceu aos governos americano, venezuelano, colombiano e dominicano, que tomaram medidas para enviar tropas e pessoal civil ao Haiti. "Os primeiros apoios para atender as dezenas de milhares de vítimas começaram a chegar, sabemos que muitos edifícios públicos como o palácio nacional, o legislativo e de justiça, assim como hospitais e a catedral, ficaram seriamente danificados", disse.

O embaixador disse que este terremoto é um dos piores embates da natureza já sofridos pelo país, já que mais de dois terços de Porto Príncipe foram afetados. Os representantes permanentes na OEA expressaram sua solidariedade ao governo haitiano e fizeram um minuto de silêncio ao início da reunião, na qual avaliarão como enfocar a ajuda ao país.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, lamentou que o "sofrimento do povo haitiano pareça não ter fim" e defendeu canalizar ordenadamente a ajuda e a assistência necessária entre os organismos internacionais, para que o Haiti possa sair desta situação. Insulza disse que estão trabalhando em dois tipos de tarefa: a ajuda direta e a coordenação com organizações, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Fundação Pan-americana de Desenvolvimento e outros órgãos das Nações Unidas.

Ao menos 12 brasileiros mortos
O comando do Exército confirmou em nota oficial divulgada no início da tarde desta quarta-feira (13) que 11 militares brasileiros morreram vítimas do terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou a capital do Haiti, Porto Príncipe.

Morreram na tragédia: o 1º tenente Bruno Ribeiro Mário, o 2º sargento Davi Ramos de Lima, o 2º sargento Leonardo de Castro Carvalho, o cabo Douglas Pedrotti Neckel, o cabo Washington Luis de Souza Seraphin, o soldado Tiago Anaya Detimermani, o soldado Antonio José Anacleto, o cabo Arí Dirceu Fernandes Júnior, o soldado Kleber Da Silva Santos, e o subtenente Raniel Batista de Camargo. Morreu ainda o coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército e que trabalhava na Minustah, a missão brasileira no Haiti ligada às Nações Unidas.

Desafio para o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma grande oportunidade no desafio à sua frente de ajudar o Haiti. A pretensão do Brasil de se tornar uma potência na diplomacia internacional pode agora ser colocada em prática. O governo brasileiro tem meios de ser muito útil no trabalho humanitário e de reconstrução do país caribenho

Estão desaparecidos sete militares. Há sete feridos em atendimento no Hospital Argentino da Minustah e dois outros militares foram evacuados para a República Dominicana.

Também morreu a médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A Pastoral estima que cerca de 2 milhões de crianças e mais de 80 mil gestantes sejam acompanhadas todos os meses pela entidade em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. Zilda Arns foi indicada por três vezes ao Prêmio Nobel da Paz.

*Com agências internacionais

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