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18/04/2005 - 10h35
Angola: Ano lectivo do ensino superior abriu hoje, governo quer combater ilegais

Luanda, 18 Abr (Lusa) - O ministro angolano da Educação, António Burity da Silva, assegurou hoje, na abertura do ano lectivo para o ensino superior, que o governo será "implacável" no combate às instituições que funcionam à margem da lei.

"Seremos implacáveis", afirmou o ministro, lançando um apelo aos responsáveis dessas instituições de ensino para que "cessem de imediato a sua actividade", frisando que "estão a enganar os angolanos".

No discurso que proferiu na cerimónia de abertura do ano lectivo do ensino superior, Burity da Silva revelou também a intenção de criar mecanismos que permitam melhorar a gestão dos estabelecimentos deste nível de ensino em Angola.

"Há que instituir um serviço de inspecção que actue de maneira sistemática em todos os domínios de gestão, o que inclui também o domínio financeiro, de cada instituição de ensino superior", afirmou.

Para o ministro, estas instituições de ensino devem ser geridas por "profissionais com competências intelectuais, técnicas e morais que lhes permitam intervir com soluções inovadoras tendo em conta o imperativo de reconstrução e desenvolvimento do país".

"Angola é um país muito adormecido, que precisa de instituições de ensino superior com uma cultura académica actuante, que dignifiquem o país pelos seus resultados nos domínios do ensino e da investigação", salientou.

Burity da Silva reconheceu, no entanto, que ainda há um longo caminho a percorrer para que o ensino superior em Angola atinja os níveis pretendidos.

"Não nos precipitemos a criar ilusões nem utopias", afirmou, recordando as consequências negativas para o ensino superior que resultaram do conflito armado em que o país esteve mergulhado durante quase três décadas.

Apesar dessas dificuldades, o ministro salientou que têm sido alcançados êxitos ao nível da formação de quadros superiores, referindo que a Universidade Agostinho Neto, estatal, contava no último ano lectivo com cerca de 25 mil estudantes, contra apenas 1.109 em 1977.

No ano lectivo que hoje começou, o ministro angolano estima que cerca de 40.000 alunos frequentem o ensino superior no país, incluindo os que se encontram inscritos nas várias instituições privadas reconhecidas pelo governo.

"Este crescimento deve ser motivo de orgulho", afirmou Burity da Silva, que assegurou que o governo angolano está a desenvolver esforços para criar condições que permitam melhorar o funcionamento das instituições de ensino superior, que se debatem com graves problemas ao nível das suas instalações.

Para este ano lectivo, a Universidade Agostinho Neto disponibilizou cerca de 4.000 novas vagas, das quais 3.250 para o ensino diurno.

No total, foram disponibilizadas 1.815 vagas em Luanda, 1.210 na Huíla, 450 em Benguela, 325 no Huambo, 140 no Uíge e 100 no enclave de Cabinda.

A Universidade Agostinho Neto, com cerca de 25 mil alunos, possui 16 unidades orgânicas, entre faculdades, institutos e escolas superiores, ministrando cerca de seis dezenas de cursos.

No sector privado, estão reconhecidas pelo governo angolano as universidades Católica, Lusíada, Independente e Jean Piaget, além do Instituto Superior Privado de Angola (ISPRA).

A Universidade Católica lecciona os cursos de Economia, Direito, Engenharia Informática e Ciências Humanos, enquanto a Universidade Lusíada ministra os cursos de Relações Internacionais, Direito, Gestão de Recursos Humanos, Contabilidade e Economia.

Na Universidade Independente estão autorizados os cursos de Engenharia Civil, Informática, Engenharia de Recursos Naturais e Ambiente e Ciências da Comunicação.

Por seu lado, a Universidade Jean Piaget ministra os cursos de Economia e Gestão, Direito, Psicologia, Sociologia, Motricidade Humana, Medicina, Enfermagem, Farmácia, Electromecânica, Informática de Gestão e Engenharia de Petróleos.

O ISPRA tem autorização para leccionar os cursos de Odontologia, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Arquitectura, Engenharia Civil, Informática, Gestão e Contabilidade, Comunicação Social, Relações Internacionais, Psicologia e Hotelaria e Turismo.

DF/FR.

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