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06/09/2006 - 09h07
Nova lista registra três vôos entre Açores e Guantánamo

Lisboa, 06 Set (Lusa) - A CIA realizou, entre 2002 e 2005, pelo menos três vôos diretos entre o arquipélago português dos Açores e a base de Guantánamo, em Cuba, onde os Estados Unidos mantêm prisioneiros suspeitos de terrorismo, indica uma lista do Eurocontrol, entidade que controla o tráfego aéreo na União Européia.

De acordo com o Eurocontrol, citado pelo jornal Diário Econômico, dos três vôos entre Guantanámo e o aeroporto açoriano de Santa Maria, dois foram realizados pelo avião de matrícula N85VM - em novembro de 2003 e julho de 2004 - e o outro pela aeronave N982RK. As cargas e os passageiros são desconhecidos, e os vôos não aparecem nos registros do Instituto Nacional de Aviação Civil.

Segundo o jornal, o Parlamento Europeu considera que estes vôos são suspeitos de atividade ilegal em Portugal por parte do serviço secreto norte-americano.

Além de Guantánamo, a lista do Eurocontrol inclui ligações diretas entre Santa Maria e aeroportos da Líbia, do Tadjiquistão e de Marrocos.

Parlamento

Nesta quarta-feira, o ministro português das Relações Exteriores, Luís Amado, vai ao Parlamento para falar sobre a escala de supostos vôos ilegais da CIA em Portugal, um ano depois do início da polêmica.

Há nove meses, o mesmo assunto já havia levado o ex-chanceler Diogo Freitas do Amaral à comissão parlamentar de Relações Exteriores, onde garantiu não existirem indícios da passagem de aviões da CIA transportando presos pelo país.

Na ocasião, Luís Amado, então ministro da Defesa, afirmou não dispor de "informações que sustentassem" a existência de vôos irregulares.

O Diário Econômico acrescenta ainda que um documento de 26 de junho do Ministério da Defesa conclui que "não consta qualquer vôo que refira Guantánamo como origem ou destino".

Parlamento Europeu

A polêmica envolve vários países europeus, cuja cumplicidade com a CIA em casos de seqüestro, prisão ilegal, tortura e transporte secreto de supostos terroristas está sendo investigada por uma comissão temporária criada pelo Parlamento Europeu - presidida pelo eurodeputado português Carlos Coelho.

Em julho, a comissão produziu um relatório propondo que autoridades nacionais fossem ouvidas, inclusive o ministro português das Relações Exteriores.

No mês seguinte, Lisboa afirmou sua disponibilidade para avaliar o pedido de colaboração na investigação dos vôos secretos da CIA, desmentindo notícias de sua intenção de não prestar informações ao Parlamento Europeu.

Na terça-feira, em declarações à Agência, Lusa Carlos Coelho considerou "altamente improvável" que o governo português se negue a prestar esclarecimentos à comissão. "Portugal ficaria numa situação muito desagradável, numa posição de suspeita", afirmou.

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