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02/04/2007 - 08h38
Número de analfabetos chineses cresce 35% em 5 anos

Pequim, 02 Abr (Lusa) - A China tem 116 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever, número que aumentou 34% em cinco anos, contrariando a tendência de recuo registrada ao longo das últimas décadas, informa nesta segunda-feira a imprensa estatal do país asiático.

Nos últimos cinco anos, o número de analfabetos na China aumentou 30 milhões, representando 15,01% da população analfabeta em nível mundial, afirma a edição desta segunda do jornal oficial China Daily, adiantando que a alta do número de analfabetos se deve ao número crescente de imigrantes internos.

De acordo com dados do Censo de 2000, a China contabilizava nesse ano 87 milhões de adultos analfabetos.

As autoridades chinesas justificam a alta com o elevado número de jovens nas regiões rurais que, devido a dificuldades financeiras, abandona a escola para buscar empregos nas grandes cidades.

A população imigrante na China não tem acesso ao sistema público de educação, a cuidados de saúde e a outros serviços sociais básicos.

"A situação é preocupante, já que o analfabetismo não é apenas uma questão de educação. Tem também um grande impacto social", considerou Gao Xuegui, funcionário do Ministério chinês da Educação, em declarações ao China Daily.

Gao apontou ainda a falta de financiamento e o abandono dos programas de alfabetização por parte dos governos locais depois do sucesso rápido obtido nas últimas décadas como justificativa para os números apresentados nesta segunda.

Na China, a alfabetização básica implica conseguir ler e escrever 1.500 caracteres chineses.

De acordo com Guo Hongxia, do Instituto Nacional de Pesquisa Educacional, caso sejam mantidos os atuais números referentes ao analfabetismo, a China não poderá cumprir os Objetivos do Milênio propostos pelas Nações Unidas, que incluem em 2015 a redução até metade do número de analfabetos.

No início do século 20, uma grande percentagem da população chinesa era analfabeta, mas a simplificação dos caracteres e campanhas de alfabetização lançadas pelo regime comunista levaram a China a atingir em 2000 uma taxa de alfabetização de 90%, segundo dados das Nações Unidas.

Na China, a escolaridade é obrigatória durante os nove anos do ensino primário e secundário, e Pequim prometeu investir US$ 13 milhões (R$ 35,7 milhões) em campanhas de alfabetização.

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