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29/11/2007 - 11h30
Clássico português Benfica x Sporting completa 100 anos

Por Pedro Belo da Fonseca, da Agência Lusa

Lisboa, 29 nov (Lusa) - O eterno clássico do futebol português, entre Benfica e Sporting, festeja no sábado seu centésimo aniversário. As duas equipes de Lisboa se enfrentaram pela primeira vez em 1º de dezembro de 1907.

No campo da Quinta Nova, em Carcavelos, proximidades de Lisboa, os times se enfrentarem em partida pela terceira rodada da segunda edição do campeonato regional de Lisboa (1907-1908). O Sporting, com o reforço de oito jogadores contratados do Benfica, venceu por 2 a 1.

Cândido Rodrigues deu vantagem ao Sporting, mas Corga empatou no segundo tempo. Foi um gol contra marcado por Cosme Damião que selou o triunfo dos "leões" que, segundo os noticiários da época, haviam saído de campo no meio de jogo devido a forte chuva e voltado contrariados.

Este episódio curioso foi o primeiro de uma história de emoções intensas que, em 100 anos, conta já com 274 capítulos, marcados pelo equilíbrio, com ligeira vantagem do Benfica.

Entre campeonatos regionais e nacionais, o Benfica totaliza 117 vitórias - contra 107 do conjunto verde e branco - e marcou 31 gols a mais (465 contra 435). O clássico terminou empatado 50 vezes.

Mais do que por números, o clássico dos clássicos português é marcado por momentos; por tardes ou noites de inspiração individual ou coletiva, jogos que, por uma razão ou por outra, entraram para a história e são lembrados sempre que as equipes se reencontram.

Entre eles, e por estarem ainda frescos na memória dos portugueses, os mais célebres são, indiscutivelmente, os 7 a 1 com que o Sporting humilhou o Benfica em 1986-87 e a vingança dos "encarnados", por 6 a 3, na temporada 1993-94.

A grande goleada do Sporting aconteceu em 14 de dezembro de 1986, contra um Benfica que estava invicto no campeonato e não voltaria a perder depois dessa derrota, se consagrando campeão naquele ano.

O intervalo da partida chegou com o Sporting ganhando por 1 a 0, com gol marcado por Mário Jorge. Os "leões" marcaram seu segundo com Manuel Fernandes, mas o brasileiro Wando conseguiu reduzir, aos 14 minutos do segundo tempo, dando esperança ao Benfica de poder segurar a invencibilidade.

No entanto, o inglês Ralph Meade, aos 20 minutos, voltou a aumentar a vantagem do Sporting que, a partir daí, passou a marcar a cada chute: Mário Jorge somou mais um e Manuel Fernandes mais três, selando a maior goleada da história contra o Benfica.

Mesmo com a vitória nesse campeonato, os "encarnados" tiveram seu orgulho ferido, e só puderam dar o troco sete anos depois quando, em 14 de maio de 1994, no jogo do título de 1993-94, arrasaram o Sporting com o 6 a 3.

Em dia de chuva intensa, o Sporting, que tentava ser campeão desde 1982, chegou a liderar a partida por 1 a 0 e, posteriormente, por 2 a 1, com gols de Cadete e Figo. Mas foi o jogador do Benfica João Pinto que escreveu a mais bela página da sua história, marcando três gols ainda na primeira metade.

No segundo tempo, o Benfica aproveitou a virada para chegar a 6 a 2, com dois gols de Isaías e um de Hélder, perante um Sporting impotente, que conseguiu reduzir a diferença com um pênalti de Balakov.

A maioria dos clássicos realizados nos últimos anos entre Benfica e Sporting não conquistaram o mesmo brilho das disputas do passado, com exceção do excitante embate pelas oitavas-de-final da edição 2004-2005 da Taça de Portugal, no Estádio da Luz, decidido após uma longa bateria de pênaltis.

Os primeiros 23 minutos foram frenéticos, com o brasileiro Geovanni colocando o Benfica à frente e garantindo o empate de dois a dois, depois de o Sporting virar com gols de Hugo Viana e do brasileiro Liédson.

As emoções continuaram na prorrogação. Paíto, após genial jogada individual, deu a vantagem ao Sporting, mas Simão empatou com um grande remate de fora da área aos 27 minutos, levando a disputa aos pênaltis: na 14º tentativa, Miguel Garcia foi o primeiro a falhar, garantindo a classificação do Benfica.

Também ficaram para a história o triunfo do Benfica em 1999-2000 (1 a 0, com um gol do egípcio Sabry, no final), o empate de 2001-2002 (1 a 1) e, mais recentemente, a cabeçada de Luisão que, em 14 de maio de 2005, praticamente decidiu o título de 2004-2005 a favor do Benfica.

Antes, em 1985-86, também ficou célebre o triunfo conquistado pelo Sporting (2 a 1), com gols de Morato e Manuel Fernandes que, a uma rodada do fim, roubou o título do Benfica para entregá-lo ao Porto, que no mesmo dia venceu o Setúbal.

Em matéria de proezas individuais, os sportinguistas Peyroteo e Lourenço ficaram célebres pelos quatro gols conseguidos em 1965-66 (4 a 2) e 47-48 (4 a 1), a mesma marca obtida pelos jogadores do Benfica Eusébio, no 4 a 1 de 72-73, e Joaquim Teixeira, no 5 a 4 de 43-44.

As goleadas em casa do Benfica em 1945-46 (7 a 2) e 78-79 (5 a 0) e do Sporting em 46-47 (6 a 1) e 48-49 (5 a 1) merecem igualmente destaque, bem como os triunfos benfiquistas fora de casa em 73-74 (5 a 3) e 97-98 (4 a 1).

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