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20/12/2007 - 15h07
Alemanha teme terrorismo com ampliação de livre circulação

Berlim, 20 dez (Lusa) - O Sindicato Alemão da Polícia (GdP) alertou nesta quinta-feira para os riscos de um "aumento maciço" da criminalidade e do terrorismo, após a abolição, a partir de sexta-feira, das fronteiras alemãs com a Polônia e a República Tcheca.

"A abertura das fronteiras é um convite aos criminosos", afirmou hoje Josef Scheuring, membro da direção do GdP, numa conferência sobre segurança promovida por esta organização sindical em Goerlitz, na fronteira germano-polonesa.

O mesmo responsável acrescentou que devido à abolição dos controles fronteiriços com os dois países vizinhos da Alemanha a Leste, na seqüência da adesão da Polônia e da República Tcheca ao Espaço Schengen de livre circulação de pessoas, a população alemã "está muito insegura e tem todas as razões para isso".

A conferência do GdP é subordinada ao lema "Fronteiras Abertas Sim - Não à Carta Branca para a Criminalidade e o Terrorismo", e este sindicato considera que a abertura prevista não corresponde ao pensamento europeu.

"O que as pessoas que estão no local dizem não coincide com os discursos políticos oficiais", destacou Scheuring.

O dirigente sindical aludia assim à cerimônia que acontecerá nesta sexta-feira no triângulo fronteiriço germano-tcheco-polonês, em Zittau, com a chanceler alemã Angela Merkel, os primeiros ministros da Polônia, Donald Tusk, e da República Tcheca, Mirek Topolanek, o presidente em exercício da União Européia, José Sócrates, o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Poettering, e o presidente da Comissão Européia, Durão Barroso, para assinalar o alargamento a Leste do Espaço Schengen.

O GdP é contra a referida abertura por considerar que ainda não estão reunidas as condições prévias para combater atos criminosos e afirma que, sem tais premissas, "será ainda mais fácil cometer crimes num país estrangeiro".

O presidente do sindicato da polícia alemã, Konrad Freiberg, já tinha afirmando anteriormente ao canal de televisão WDR que "a abertura prematura" das fronteiras com a Polônia e República Tcheca "é um ato irresponsável" porque, acrescentou, "não foram tomadas as precauções de segurança anteriormente prometidas".

Freiberg lembrou que o Sistema de Informação Schengen II, substituído provisoriamente por um programa de informática concebido por uma empresa portuguesa, o SISOne4All, para que as fronteiras dos novos países membros do Espaço Schengen pudessem ser abertas já este ano, "ainda não está pronto e, por isso, a polícia alemã não tem uma base legal sólida para perseguir criminosos além-fronteiras".

O presidente do GdP destacou ainda que os sistemas de comunicações da polícia alemã não são ainda compatíveis com o das suas congêneres polonesa e tcheca, criticando igualmente a redução de dois mil efetivos da polícia de fronteiras no leste do maior país da União Européia.

Freiberg acusou ainda o ministro federal do Interior, Wolfgang Schaeuble, de ter cedido a pressões políticas da Polônia e da República Tcheca, "que naturalmente querem ter as fronteiras abertas e oferecer alguma coisa aos seus cidadãos, que não querem ser cidadãos de segunda classe".

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