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18/12/2009 - 11h24

Fragata portuguesa impede ataque pirata na costa da Somália

Lisboa, 18 dez (Lusa) - A fragata portuguesa Álvares Cabral neutralizou nesta sexta-feira um grupo de seis suspeitos piratas somalis no corredor de navegação marítimo internacional do Golfo de Adén, próximo à costa da Somália.

Em comunicado, a força internacional da Otan (SNMG1), - de que a Álvares Cabral é navio almirante -, indica que a ação aconteceu às 7h22 (1h22 em Brasília) quando, numa patrulha de rotina, o helicóptero do navio português "identificou visualmente a bordo de uma pequena embarcação diverso equipamento usado em ataques de piratas, nomeadamente uma escada, armas e ganchos de atracagem".

"De imediato a fragata portuguesa rumou ao local onde a embarcação foi avistada de modo a enviar uma equipa para inspecionar a embarcação e respectiva tripulação e apreender o equipamento de pirataria. Durante a aproximação, apesar dos tiros de aviso disparados a partir do helicóptero, todos os equipamentos e armas foram atirados ao mar pela tripulação da embarcação", aponta o texto.

Militares portugueses conseguiram entrar na embarcação às 8h20 procedendo à "inspeção e identificação dos seis suspeitos piratas", tendo recolhido "diversa informação de interesse operacional".

"Esta ação reforça definitivamente a segurança de navegação nesta área", declarou o comandante da Álvares Cabral, Nobre de Sousa.

A barco foi liberado "com combustível suficiente para chegar a terra em segurança".

A fragata portuguesa Álvares Cabral já tinha impedido um ataque de piratas a 19 de novembro numa operação que resultou na identificação de cinco suspeitos.

A ação aconteceu quando a fragata estava patrulhando a zona do Golfo de Aden, ao largo da Somália e recebeu um pedido de socorro de um cargueiro regional.

O navio, que se encontrava a 110 milhas náuticas a norte do porto de Boosaaso e a 50 milhas náuticas do local onde se encontrava a Álvares Cabral, relatou que estava a ser perseguido por uma lancha de piratas e pediu auxílio imediato às 8h44 hora local, segundo a nota.

Da SNMG1 fazem atualmente parte, além da fragata portuguesa, um navio norte-americano (USS Donald Cook) e outro canadense (HMCS Fredericton).

A missão da Aliança Atlântica, designada "Ocean Shield", tem como objetivo o combate direto à pirataria e a proteção à navegação mercante que cruza a área de operações, numa vasta área ao longo da costa leste somali, que se estende do Chifre da África a Seichelles, uma das zonas do planeta com maior tráfego marítimo e onde se têm verificado numerosos ataques de piratas a cargueiros e petroleiros.

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