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18/12/2009 - 18h26

Premiê português elogia papel do Brasil na cúpula climática

Copenhague, 18 dez (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, rejeitou, nesta sexta-feira, os argumentos da China contra a existência de mecanismos de verificação do cumprimento de metas ambientais e elogiou o papel desempenhado pelos Estados Unidos e pelo Brasil na Conferência do Clima, na capital dinamarquesa.

Em entrevista no início da noite em Copenhague, enquanto continuavam as negociações em busca de um consenso político mundial sobre mudanças climáticas, Sócrates começou elogiando o papel assumido pelos Estados Unidos nesta cúpula.

"É de salientar o esforço que os Estados Unidos fizeram no que diz respeito à redução de emissões, porque há dois anos não consideravam o aquecimento global um problema", disse o premiê português.

Segundo ele, desde que o presidente norte-americano, Barack Obama, tomou posse, os Estados Unidos, além de considerarem o aquecimento global "um problema mundial, que deve ser regulado de forma global, comprometem-se também com metas quantitativas e com financiamentos".

"Os Estados Unidos estão indo no mesmo sentido da consciência mundial e da União Europeia. Achei que o discurso do presidente Obama [esta manhã em Copenhague] reafirmou aquilo que eram as propostas dos Estados Unidos. As posições dos Estados Unidos foram um grande avanço em relação às outras administrações", declarou Sócrates, em referência aos anos de Presidência de George W. Bush.

Brasil

O primeiro-ministro português destacou também a posição do Brasil, que, em sua opinião, "tem revelado também um grande vanguardismo, já que se compromete a reduzir o aumento das emissões em mais de 30%, o que é superior ao que a União Europeia espera dos países com uma economia emergente".

"O Brasil está ainda disposto a atingir estas metas sem qualquer contrapartida no financiamento", observou o chefe do governo português, para quem "os blocos da União Europeia, Brasil e Estados Unidos têm contribuído para que se possa obter um acordo nesta cúpula".

"É importante que os outros blocos políticos acompanhem este esforço, em particular a China", disse, ressaltando depois que um dos "problemas da negociação tem sido a rejeição" chinesa "em relação aos mecanismos de verificação"

"Mas verificação não tem a ver com intromissão nos assuntos internos dos países, nem com quebra de soberania. Verificação tem apenas a ver com o fato de todas as partes que assinam um acordo terem o direito de saber se os outros cumprem a sua parte", afirmou Sócrates.

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