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18/12/2009 - 18h50

UE está empenhada em acordo climático, afirma premiê luso

Por Pedro Morais Fonseca, da Agência Lusa

Copenhague, 18 dez (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, afirmou nesta sexta-feira que os líderes políticos da União Europeia continuam empenhados e tentarão, até o último momento, alcançar um acordo político sobre mudanças climáticas, e afirmou que "daqui [de Copenhague] ninguém arreda o pé".

"Julgo que todos os líderes políticos estão muito empenhados em conseguir um acordo e, por isso, ficaremos as horas que forem necessárias. Da parte da Europa, daqui ninguém arreda pé enquanto não for claro que a nossa contribuição possa originar um acordo", afirmou Sócrates.

O premiê português conversou com jornalistas depois de ter participado de uma reunião extraordinária do Conselho Europeu e em um contexto em que um texto da Presidência dinamarquesa (contendo princípios para um acordo) continuava a ser negociado entre União Europeia, Estados Unidos, China, Índia, Brasil, Etiópia, Sudão, entre outros países.

Além da dificuldade das negociações, o chefe do Executivo português deixou também uma ideia de algum ceticismo com o teor e possível alcance de um compromisso que surja da capital dinamarquesa.

"O dever de um político é manter a confiança, mas não vou negar que a União Europeia está, neste momento, mais desapontada do que há uma semana, porque esperávamos que o acordo fosse conseguido durante o dia de hoje", afirmou o primeiro-ministro português.

"Estamos perante negociações muito complexas e difíceis, que se vão arrastar pela noite dentro", afirmou. "A União Europeia aqui está e aqui permanecerá para dar o seu melhor tendo em vista um acordo", acrescentou o premiê português.

Metas vinculativas

Para Sócrates, o acordo sobre mudanças climáticas "deverá prever metas vinculativas na redução dos gases com efeito estufa e deverá estabelecer metas para atingir financiamentos que permitam aos países fazerem mudanças estruturais nas suas economias".

"O acordo deverá também conter os mecanismos de verificação sobre o efetivo cumprimento do acordo por todas as partes", acrescentou, mencionando um ponto que tem sido objeto de questionamento por parte da China.

Na perspectiva do primeiro-ministro, a existência de mecanismos de verificação "é essencial para que as metas [de redução das emissões] possam ser verificáveis por todas as partes que assinarem o acordo".

Interrogado sobre a natureza do entendimento que gostaria que saísse de Copenhague, Sócrates afirmou que o acordo político "deverá conter os traços para que se faça um acordo vinculativo".

"Não há acordo político sem metas vinculativas na redução das emissões e considero isso absolutamente essencial para que o acordo sirva o mundo", ressaltou.

De acordo com o premiê, na capital dinamarquesa a UE apresentou-se "liderando pelo exemplo, não apenas pelas metas vinculativas que já assumiu - e que vigorarão haja ou não acordo".

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