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18/12/2009 - 21h05

Obama qualifica pacto climático de 'sem precedentes'

Copenhague, 18 dez (Lusa) - O presidente norte-americano, Barack Obama, confirmou nesta sexta-feira que na Conferência do Clima, na capital dinamarquesa, foi alcançado um acordo que representa um "avanço significativo e sem precedentes" para combater o aquecimento global entre os países participantes.

No entanto, ele considerou ser "muito difícil" obter um tratado global juridicamente vinculativo sobre a redução das emissões de gases com efeito de estufa, considerando que isso "levará algum tempo" e vai requerer "mais confiança" entre as 192 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima.

O presidente norte-americano destacou que o acordo alcançado, apesar de não ser legalmente vinculativo, vai fazer com que os países fixem suas metas de redução de emissões, mas ressaltou que "passos mais agressivos" serão necessários no futuro.

Obama, que falou com os jornalistas minutos após um alto funcionário norte-americano ter anunciado que Estados Unidos alcançaram um "acordo significativo", mas "insuficiente" com as principais nações emergentes (China, Índia e a África do Sul), expressou sua satisfação com o pacto alcançado.

Questionado sobre por que sua Administração não apresentou compromissos mais ambiciosos para combater o aquecimento global e impulsionar as negociações, Obama disse que os EUA não queriam fazer promessas que não pudessem cumprir, e destacou que o país não pode "alcançar da noite para o dia" sua independência energética.

De acordo com um alto funcionário da delegação norte-americana, que pediu anonimato, o acordo alcançado após a reunião entre Obama com o presidente sul-africano, Jacob Zuma, e os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e Índia, Manmohan Singh, é "um primeiro passo importante", mas ainda "não é suficiente para combater a ameaça das mudanças climáticas".

A mesma fonte adiantou que o acordo alcançado fixa dois graus Celsius como o aumento máximo da temperatura global para evitar as interferências mais graves no clima.

O pacto prevê também um mecanismo para a verificação dos compromissos que os países em desenvolvimento venham a contrair para controlar o crescimento de suas emissões, apesar de os objetivos serem menos ambiciosos do que esperavam inicialmente os EUA e as nações europeias, disse a mesma fonte.

Nenhum dos países está completamente satisfeito com o que foi alcançado, mas este acordo, disse o responsável da delegação norte-americana, representa um "passo histórico" que servirá de base para tratados mais substanciais no futuro.

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