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30/12/2009 - 11h17

Governo chinês vai liberar internet em região separatista

Pequim, 30 dez (Lusa) ? O acesso à internet em Xinjiang, bloqueado há quase seis meses pelas autoridades chinesas, vai ser gradualmente liberado, informou nesta quarta-feira o jornal China Daily.

O governo de Xinjiang, noroeste da China, também se prepara para levantar "brevemente" as restrições às ligações telefônicas internacionais e o serviço de mensagem de texto por celular, disse o diretor regional das telecomunicações, Yang Maofa, citado pela publicação.

Ele não deu datas, mas reconheceu que a atual situação "causou grandes inconvenientes ao público".

Desde terça-feira, moradores de Xinjiang já conseguem acessar dois sites, um dos quais da agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

No entanto, segue proibida a participação nos chat destes sites, assim como o uso do e-mail, informou o jornal.

A internet, as ligações telefônicas internacionais e os SMS foram bloqueados no local após os distúrbios étnicos de 5 de julho, os mais violentos registrados nos últimos 50 anos, que deixaram 197 mortos e mais de 1.700 feridos.

A China acusou de estar por trás dos tumultos uma organização separatista uigur, a maior etnia de Xinjiang, de religião muçulmana e cultura turcófona.

Segundo o governo chinês, a internet e os SMS "foram instrumentos vitais utilizados pelos separatistas para instigar os tumultos".

Xinjiang, um vasto território rico em petróleo e recursos minerais, faz divisa com Afeganistão, Paquistão e varias ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central.

Junto com o vizinho Tibete é uma das regiões autônomas da China mais propensas ao separatismo.

No final de setembro, o número oficial de internautas na China era de 360 milhões.

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