UOL Notícias Notícias
 

30/12/2009 - 13h39

Portugal gasta 700 mil euros em programa contra pobreza

Lisboa, 30 dez (Lusa) - Em 2010, Portugal vai gastar mais de 700 mil euros (R$ 1,75 milhão, ao câmbio atual) para colocar o tema da pobreza na pauta do dia e mobilizar a sociedade civil para o combate a este problema.

Em entrevista à Agência Lusa, faltando dois dias para iniciar o Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social, o responsável pelo grupo de trabalho em Portugal, Edmundo Martinho, explicou, de maneira geral, os objetivos da iniciativa europeia.

"Não se pretende que, no final de 2010, não haja pobreza em Portugal, mas que tenha havido impactos muito fortes e que todos nós compreendamos que não há ninguém dispensado deste esforço de combate à pobreza e à exclusão", afirmou.

Os 700 mil euros usados neste programa serão cofinanciados pela União Europeia e por verbas nacionais. No entanto, destacou Martinho, a maior parte das iniciativas vai ser alocada a entidades públicas e privadas, ou seja, parte dos gastos ainda não foi contabilizada.

"Não há propriamente um orçamento", explicou o responsável, que acredita que a "pujança do ano europeu vai ser a mobilização das entidades: desde empresas a grupos econômicos, clubes desportivos e recreativos a organizações não-governamentais".

Além de parcerias para ações de divulgação e mobilização no combate à pobreza e exclusão social, vai haver também "medidas concretas com impacto direto na vida das pessoas". Serão iniciativas públicas, especificamente medidas de política social.

De acordo com o também presidente do Instituto da Segurança Social, a intenção é realizar estudos sobre pobreza infantil e analisar a relação das baixas qualificações dos trabalhadores com os salários insatisfatórios e riscos maiores de exposição à pobreza.

O responsável considera que os indicadores relativos ao risco de pobreza em Portugal têm melhorado nos últimos anos, mas seguem sendo preocupantes. "Temos números que não podem deixar de nos inquietar e mobilizar para fazer tudo o que está a nosso alcance. E o que queremos com este ano é dar essa contribuição", explicou.

Dentre os grupos mais afetados, a prioridade vai para o combate à pobreza infantil. "Não podemos continuar a aceitar que o país permita que crianças cresçam e se desenvolvam sem acesso aos mais elementares bens relativos ao seu crescimento, desenvolvimento e qualificação - não apenas escolar, mas enquanto cidadãos", defendeu.

Sobre o combate à pobreza entre os mais velhos, Martinho considera que o complemento solidário para idosos tem o "tremendo potencial de colocar todos" os "pensionistas acima do limiar da pobreza".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,80
    5,360
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h19

    -0,23
    85.468,91
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host