UOL Notícias Notícias
 

30/12/2009 - 17h40

Premiê sueco atribui à disciplina nórdica boa gestão na UE

Lisboa, 30 dez (Lusa) - A Presidência sueca da União Europeia, que termina nesta quinta-feira, recorreu à "disciplina nórdica" para superar as três crises que afetavam a Europa quando assumiu suas funções, há seis meses: econômica, ambiental e institucional.

A expressão foi usada pelo chefe da diplomacia sueca, Carl Bildt, quando, em meados deste mês, fez o balanço da Presidência na comissão parlamentar de Relações Exteriores do Parlamento Europeu: "Tentamos imprimir alguma disciplina nórdica aos trabalhos do conselho europeu".

Em 1º de julho, quando a Suécia substituiu a República Tcheca na Presidência, a atenção europeia estava voltada para a crise institucional. Mas outros dois problemas também tinham espaço na agenda: a crise econômica e financeira e as divergências sobre o combate às mudanças climáticas, escolhidas pelos suecos como prioridades de sua gestão.

O Tratado de Lisboa entrou em vigor em 1º de dezembro, apesar do sobressalto causado pela República Tcheca quando, depois da vitória do "sim" no segundo referendo irlandês, ergueu um novo obstáculo à ratificação do pacto.

Em balanço publicado na terça-feira no site da Presidência (www.se2009.eu), o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, citou as objeções tchecas como "o maior desafio em termos de diplomacia e trabalho", por terem "obrigado a que uma série de questões tivesse de ser gerida simultaneamente" para que outros países não fizessem, também eles, novas exigências.

Foi necessário fazer um trabalho diplomático para escolher o novo presidente do conselho europeu, o belga Herman van Rompuy, e da nova alta representante para a Política Externa e Segurança Comum, a britânica Catherine Ashton.

Excetuando-se as críticas aos grandes países europeus por terem escolhido dois "desconhecidos" que dificilmente poderão ser "a cara" da União Europeia no mundo, o mérito da Presidência sueca em ter obtido um consenso deve ser reconhecido.

Clima

Para Reinfeldt, as mudanças climáticas foram "a área política mais difícil de gerir".

No final de outubro, os 27 países-membros do bloco europeu definiram uma posição comum para a Conferência do Clima, de Copenhague, em dezembro, mas na capital dinamarquesa não foi possível alcançar um acordo. Para o premiê sueco, "isso deve-se ao fato de faltar à liderança política global o que a UE tem: uma máquina de tomada de decisões bem azeitada".

Em matéria de supervisão financeira, uma questão fundamental em um quadro de princípio do fim da pior crise econômica mundial desde os anos 1930, mas o acordo obtido pela Suécia foi considerado fraco pela Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu.

O acordo permitiu a criação de três novos organismos de supervisão, mas definiu processos complexos que permitem aos Estados-membros rejeitarem as decisões dos novos órgãos em determinadas circunstâncias.

"Antes de assumirmos, muitos gracejavam que ansiavam pela Presidência sueca. Esperavam que ela se caracterizasse pela ordem e pela capacidade de levar o processo adiante. A minha impressão é que, em parte, estivemos à altura das expectativas", afirmou Reinfeldt.

Uma sondagem com correspondentes europeus feita pelo jornal sueco Svenska Dagbladet em meados de dezembro deu à Presidência sueca em geral, e a Fredrik Reinfeldt, em particular, a nota mais alta em cinco de seis categorias e a segunda mais alta na sexta.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    12h30

    -3,75
    4,939
    Outras moedas
  • Bovespa

    12h36

    2,78
    96.437,71
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host