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30/12/2009 - 17h55

Órgão moçambicano admite fraude em eleição, diz opositor

Maputo, 30 dez (Lusa) ? O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, afirmou nesta quarta-feira que o Conselho Constitucional "confessou" ter havido fraude nas eleições moçambicanas de 28 de outubro, ao apontar "várias irregularidades registradas" no processo eleitoral, e acusou o órgão de ter ligação com a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

"O Conselho Constitucional (CC) confessou, disse tudo. Estou satisfeito porque eles (os juízes dos órgãos) disseram tudo, que houve fraude", disse Dhlakama, reagindo aos resultados eleitorais validados na segunda-feira pela entidade.

Durante a divulgação do resultado, o presidente do CC, Luís Mondlane, disse que a votação "ocorreu em conformidade" com a lei, mas confirmou "várias irregularidades registradas e censuradas pelo CC", que, disse, "não influenciaram os resultados das eleições".

"Como é que (as irregularidades) não criam diferença, (se) num caderno com 200 eleitores apenas votaram 50, mas na urna vamos descobrir mil votos, não é enchimento isso? Como é que (Armando) Guebuza não pode ganhar 75% dos votos?", questionou o político, citado pela Rádio Moçambique.

Guebuza, candidato da Frelimo, foi proclamado vencedor das quartas eleições gerais moçambicanas com 75% dos votos, seguido de Dhlakama, com 16%, e Daviz Simango, presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com 8,5%.

"As instituições (eleitorais) estão ligadas ao partido Frelimo, por isso não funcionam. Não é porque as pessoas que estão lá não sejam inteligentes", até porque "são acadêmicos. O próprio presidente do CC é acadêmico, mas o problema é que eles sabem como é que o regime da Frelimo quer", disse Dhlakama.

O próximo Parlamento moçambicano, com 250 deputados, será composto majoritariamente por deputados da Frelimo, 191, contra 51 da Renamo e oito do MDM.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou nesta quarta que os deputados eleitos para o Parlamento moçambicano na votação de 28 de outubro tomam posse em 12 de janeiro, enquanto os membros das Assembleias provinciais serão empossados uma semana antes.

O presidente da Renamo, no entanto, reiterou que os deputados de seu partido não vão tomar posse.

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