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Política

14/03/2006 - 14h59
Governador de São Paulo, Alckmin foi vereador, deputado e prefeito

Da Redação

O médico Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho nasceu em Pindamonhangaba em 7 de novembro de 1952. Quando jovem teve discreta participação no movimento estudantil. Recebeu de um amigo o convite para se candidatar a vereador. Foi eleito com cerca de 5.000 votos -um recorde para a cidade do interior de São Paulo da época.

Arquivo pessoal 
Cartaz da campanha de 1976
Geraldinho, como o governador ainda é conhecido em Pindamonhangaba, a 145 km de São Paulo, no Vale do Paraíba, cursava medicina na vizinha Taubaté e, segundo seus colegas da época, não pensava -e se pensava não contava a ninguém- em se candidatar sequer ao grêmio estudantil da faculdade.

Por conta disso, foi com surpresa que a família ouviu do rapaz magro a notícia de que havia aceitado o convite do então presidente do MDB de Pindamonhangaba, Paulo Delgado, para tentar uma vaga na Câmara Municipal.

Delgado arregimentava jovens para a disputa das eleições nas fileiras do Movimento Democrático Brasileiro, o MDB, que fazia oposição à Arena (Aliança Renovadora Nacional) e ao regime militar (1964-1985).

Arquivo pessoal 
Alckmin e dona Lú casam em 1979
O objetivo de Delgado e seu grupo era renovar a cena política de Pindamonhangaba e deixar para trás nas urnas velhos caciques arenistas. Por conta do bipartidarismo imposto pela lei, os jovens da cidade se abrigaram sob a mesma legenda que deu guarida nos anos 70 a radicais de esquerda e a adeptos da luta armada.

O jovem vereador Alckmin havia sido sondado pelo partido para ser candidato a prefeito. A consulta ao "doutor" Geraldo, antes de decidir aceitar o convite para disputar a prefeitura, não era mais uma firula de um candidato titubeante. Alckmin perdera a mãe cedo. Miriam Penteado Alckmin tinha 49 anos quando morreu de complicações cardíacas agravadas por uma bronquite asmática.

Luciano Andrade/Folha Imagem 
Alckmin como deputado constituinte em 1998, à dir.
Aos 10 anos, o caçula Alckmin só foi informado no final da tarde daquele 12 de junho que a mãe amanhecera morta. Apesar da forte ascendência sobre o filho, o velho Geraldo, agrônomo do Estado, enxadrista exímio, costumava não interferir nas decisões do filho. Alckmin aceitou o convite e, aos 23 anos, em 1976, foi eleito prefeito. O pai o acompanhou na prefeitura, onde foi chefe de gabinete de Alckmin. O procurador de Justiça Thiers Fernandes Lobo, que seria o candidato a prefeito, acabou saindo como vice.

Hábitos comedidos

Alckmin é comedido na alimentação. Jovem, não bebia nem fumava. Sugeria aos amigos mamão depois almoço. "É digestivo", dizia. Um dia na casa da avó, já prefeito, ele sumiu. Foi encontrado em uma árvore, de terno e gravata, comendo jabuticabas.

Niels Andreas/Folha Imagem 
Alckmin entre Covas e FHC na campanha de 1994
Do pai, que era católico franciscano, herdou a religiosidade. Em um filme 16 mm, guardado por San Martin, é possível ver Alckmin aos seis anos fazendo a primeira comunhão.

Com a morte da mãe, a família deixou o sítio onde vivia e foi morar com os avós maternos de Alckmin no centro de Pinda. É dessa época a professora mais brava que o menino teve: a freira alemã Sigsberta, que colocava as crianças de castigo no canto da sala e era o motivo de calafrios.

No colégio, o governador não era o primeiro da turma, mas se destacava pela boa memória. Dizia-se santista, como o pai, mas não era muito fã das partidas de futebol. Jogava apenas quando elas eram no campinho do sítio.

Eduardo Knapp/Folha Imagem 
Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes
Mesmo prefeito, Alckmin concluiu a residência e tornou-se anestesista. Chegou a exercer a profissão na Santa Casa de Pinda, mas, em 1982, se elegeu deputado estadual pela primeira vez.

Antes, em 1979, casara-se com Maria Lúcia, que ele conhecera em um baile em Pinda. Ele e "dona Lú", como a primeira-dama ficou conhecida, têm três filhos - Sophia, Geraldo Neto, e Thomaz, que tem um filho.

Na Assembléia, Alckmin expandiu sua base eleitoral, reelegeu-se e, em 1986, lançou-se candidato à Constituinte. Eleito para a Câmara dos Deputados, aproximou-se de Mário Covas (1930-2001), Franco Montoro (1916-1999) e Fernando Henrique Cardoso, o grupo de cardeais do então PMDB que, com o atual governador, fundaria em 1988 o PSDB.

Em Brasília, não chamou a atenção do grupo pela habilidade política, mas pela dedicação e pelo espírito apaziguador. O trabalho no Congresso ajudou Alckmin a ganhar a indicação dos tucanos para ser vice de Covas em 1994 e 1998.

Derrotas e vitórias

Em 2000, candidatou-se à Prefeitura de São Paulo, mas perdeu a vaga no segundo turno para Marta Suplicy (PT) por 7.691 votos. Covas, satisfeito com o desempenho de seu vice, comentava: "Não disse que ele era bom?".

No Palácio dos Bandeirantes, coordenou o processo de desestatização e assumiu o comando em março dde 2001, com a morte de Covas. Em janeiro de 2002, a crise da segurança colocou em xeque sua capacidade de liderança.

Naquele mesmo ano, Alckmin começou a campanha em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para o governo de São Paulo, atrás de Paulo Maluf (PPB). Acabou eleito no segundo turno, vencendo o então candidato do PT, José Genoino, com 58,64% dos votos.

Pelo seu estilo discreto, o governador é conhecido também como "picolé de chuchu", apelido dado pelo colunista do UOL e da Folha de S.Paulo José Simão.

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