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10/05/2004 - 07h49
Morte de Kadyrov cria vácuo de poder na Chechênia

Por Oleg Shchedrov

MOSCOU (Reuters) - Milhares de pessoas dirigiam-se na segunda-feira para o enterro do presidente checheno, Akhmad Kadyrov, cujo assassinato por separatistas deixou um vácuo de poder na Província que luta contra o domínio de Moscou.

O ex-clérigo muçulmano de 52 anos, esperança de Moscou na Chechênia, mas considerado um traidor pelos rebeldes, foi assassinado no domingo, quando uma bomba explodiu durante uma cerimônia na capital Grozny para celebrar a vitória de 1945 sobre a Alemanha nazista.

Entre os seis outros mortos na ação estavam um repórter da Reuters, uma menina de oito anos, um assessor de Kadyrov e dois seguranças. Mais de 50 pessoas ficaram feridas, entre elas o comandante das forças russas na região, general Valery Baranov.

As ruas de Tsentoroi, base do clã de Kadyrov localizada a 50 quilômetros sudeste de Grozny, estão sob forte vigilância para as cerimônias do enterro, que deverão durar três dias.

"A morte de Kadyrov deixou um vácuo político na Chechênia", disse a uma rádio o parlamentar russo Ramazan Abdulatipov, que negociou em 1999 o alinhamento de Kadyrov com o Kremlin.

Vladimir Putin, primeiro-ministro que logo se tornaria presidente, mandou em outubro de 1999 tropas para acabar com a independência de fato obtida pela Chechênia na guerra de 1994 a 1996 com a Rússia.

"Havia necessidade de um líder checheno", disse Abdulatipov. "Estava claro que a região não aceitaria um líder totalmente leal a Moscou no início e Kadyrov era a escolha ideal."

Kadyrov emergiu durante a guerra como líder espiritual da comunidade muçulmana, anunciou uma jihad -- guerra santa -- contra a Rússia, mas depois rompeu com os rebeldes, dizendo que confiavam demais na ajuda externa.

Ele passou a apoiar o Kremlin e conseguiu convencer muitos líderes rebeldes a abandonar as armas. Seu filho Ramzan criou uma poderosa força militar que lidou com rebeldes e em muitos casos substituiu forças russas.

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