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 Internacional

19/03/2005 - 09h25
Rice pede que Coréia do Norte retorne às negociações

Por Saul Hudson

SEUL (Reuters) - A secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice pediu neste sábado à Coréia do Norte que retorne às negociações para desistir de seus programas de armas nucleares e disse que os aliados asiáticos dos Estados Unidos poderiam fazer mais para persuadir o governo norte-coreano.

Ela também pediu aos líderes chineses para caminhar em busca de maior democracia e pressionou o Japão para que o país acabe com a proibição de importação de carne americana. Ela, no entanto, não conseguiu a contrapartida japonesa para fechar cronograma para a reabertura do lucrativo mercado de carne japonês.

"Deixe-me ser bem clara: a Coréia do Norte deve retornar imediatamente às negociações se tiver mesmo a intenção de explorar o caminho que nós e as demais partes propusemos", disse Rice, durante discurso.

Rice chegou na Coréia do Sul, onde se encontrará com cerca dos 37 mil soldados norte-americanos estabelecidos na península, um legado da guerra da Coréia que durou de 1950 a 1953 e terminou com uma trégua armada. Ela também vai se reunir com as autoridades sul-coreanas no domingo.

Soldados dos Estados Unidos e da Coréia do Sul iniciaram no sábado exercícios anuais de guerra que o governo norte-coreano chamou de "exercícios de guerra nuclear", dizendo que seu programa de armas nucleares era necessário para a defesa do país. A Coréia do Norte também atacou Rice esta semana por rotular o país de "um destacamento avançado de tirania" e disse que não negociaria com ela.

Rice escolheu as palavras com cuidado em Tóquio e se absteve de repetir o rótulo usado anteriormente para descrever a Coréia do Norte. Ela reiterou que os Estados Unidos "não têm a intenção de atacar ou invadir a Coréia do Norte" e disse que o governo norte-americano e os outros países envolvidos nas negociações estavam preparados para oferecer "garantias de segurança multilateral à Coréia do Norte caso o país acabe com seu programa nuclear."

Rice também pediu aos parceiros asiáticos nas negociações --Japão, Coréia do Sul e China-- para se empenharem mais na tentativa de levar a Coréia do Norte de volta às negociações, que estão paradas desde junho.

Enquanto os Estados Unidos querem que os parceiros asiáticos exerçam mais pressão sobre a Coréia do Norte, estes países, por outro lado, pediram ao governo norte-americano que demonstre mais "flexibilidade" para a retomada do diálogo, que também envolve a Rússia.

Rice visitou a Índia, o Paquistão e o Afeganistão e depois do Japão deve ir para Coréia do Sul e China.

Autoridades norte-americanas disseram que o discurso de sábado de Rice não foi um ultimato à Coréia do Norte, mas não quiseram dizer como os Estados Unidos agirão caso o governo norte-coreano se recuse a retomar as negociações.

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