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 Internacional

30/03/2005 - 15h33
Obesidade ofusca avanços no bem-estar das crianças nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - A obesidade infantil mais que triplicou em três décadas, e os riscos à saúde ligados ao excesso de peso anularam avanços em outras áreas, afirmou um relatório divulgado na quarta-feira.

O relatório anual sobre o bem-estar das crianças da Universidade Duke e da Fundação para o Desenvolvimento Infantil também mostrou que a pobreza atingia em 2003 17,2 por cento das famílias com crianças nos Estados Unidos, o pior nível desde 1998.

Esses resultados ofuscaram os avanços em geral conquistados pela infância nos EUA. As crianças estão fumando menos, usando menos drogas e engravidando menos. O índice geral do relatório aumentou 4,5 por cento desde 1995.

Mas estima-se que 15 por cento das crianças norte-americanas estejam acima do peso ideal ou sejam obesas, e estudos mostram que elas estão desenvolvendo diabete tipo 2, altos níveis de colesterol e até mesmo hipertensão, o que eleva o risco de doenças coronarianas.

O crescimento da obesidade "ofuscou completamente todo o progresso obtido na categoria de saúde", afirmou a fundação num comunicado. O índice geral, uma "nota" dada pelo grupo, está 17 por cento abaixo da nota de 1975. Ele se baseia em informações sobre saúde, renda, educação, segurança, bem-estar emocional e espiritual, entre outros.

Um grande avanço, segundo o documento, foi a queda nos índices de gravidez adolescente. O número caiu de 20,05 nascimentos por mil garotas adolescentes, em 1991, para 11,5 nascimentos por mil adolescentes em 2003.

A queda se repete no uso de cigarro ou drogas ilegais. Apenas 15,6 por cento dos estudantes do último ano do ensino médio haviam fumado em 2004. Em 1975, a porcentagem era de 36,7 por cento. O uso de drogas caiu de 30,7 por cento entre o mesmo grupo em 1975 para 23,4 por cento em 2004.

E as atividades criminosas entre adolescentes reduziram em mais de 64 por cento desde 1975, enquanto o índice de crimes de violência contra crianças decresceu 38 por cento, segundo o relatório.

"Se eliminássemos as enormes reduções no crime, na violência e nos comportamentos perigosos desde o início dos anos 1990, o panorama da infância nos EUA seria desolador", disse Kenneth Land, sociólogo da Universidade Duke que conduziu o estudo.

O desempenho das crianças nos estudos, medidos em provas de leitura e matemática, não mudou, apesar dos esforços para melhorar a educação nos EUA.

A renda média das famílias com crianças caiu para 52.680 dólares ao ano em 2001, e deve continuar caindo nos dados de 2004, que ainda estão sendo analisados.

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