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04/04/2005 - 12h25
Onze policiais são detidos sob suspeita de chacina no Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Onze policiais militares foram detidos pela polícia sob suspeita de terem participado da chacina da Baixada Fluminense, que deixou 30 vítimas na semana passada, informou a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro na segunda-feira.

Um outro policial ainda está foragido.

"Todos os presos não participaram necessariamente da chacina. Eles foram presos porque foram citados e porque têm que esclarecer porque estiveram perto ou no local do crime no dia da chacina", disse o secretário de Segurança, Marcelo Itagiba.

A polícia continua acreditando que o massacre está relacionado a mudanças no comando da corporação na área da Baixada Fluminense.

"Esse é o tipo de crime que não há policiamento preventivo (...), é um fato que não daria para prever o dia, a hora e o lugar", acrescentou Itagiba.

As investigações da polícia apontam que os criminosos são ligados a grupos de extermínio que atuam na Baixada Fluminense. Para isso, a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança do Rio criaram uma força-tarefa nesta segunda-feira para combater grupos do tipo na região.

"A Polícia Federal tem informes, dados não confirmados, sobre a ação desse grupo de extermínio. Temos que trabalhar esses dados para que eles se transformem em provas contra essas pessoas", disse o superintendente da Polícia Federal do Rio, Gilberto Milton Rodrigues.

Na noite de quinta-feira, pelo menos 30 pessoas foram mortas por disparos feitos a esmo por homens armados que percorreram ruas de Queimados e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, promovendo a maior chacina da história do Estado.

FORÇA NACIONAL TREINA NO MORRO

O secretário Marcelo Itagiba negou que a decisão do governo federal de enviar tropas da Força Nacional de Segurança ao Rio a partir desta semana esteja relacionada ao massacre da Baixada.

"O Ministério da Justiça não decidiu antecipar por causa do massacre. A ação da Força Nacional não se destina à investigação, é uma tropa para ação direta. A Força Nacional deveria ter vindo em março, mas não veio devido a um problema no repasse de verbas do governo federal para o treinamento da guarda", declarou Itagiba.

Segundo o secretário, a Força Nacional também não deve atuar contra os grupos de extermínio da Baixada e sim se concentrar no combate ao tráfico de drogas e no contrabando de armas.

Itagiba ressaltou que os policiais da Guarda Nacional serão treinados pela Polícia Militar do Rio de Janeiro no morro do Vidigal, na zona sul do Rio, um dos locais mais perigosos da cidade.

"Estamos preparando um terreno no Vidigal para o treinamento desse força. Queremos dar à Força Nacional de Segurança o cenário que se opera aqui no Rio de Janeiro."

Há cerca de um ano traficantes do morro do Vidigal e do morro da Rocinha travam uma intensa batalha pelo controle dos pontos de drogas no bairro do São Conrado.

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