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14/09/2005 - 18h17
PMDB filia Delfim, cresce na crise e volta a ser maior partido

SÃO PAULO (Reuters) - Com a filiação nessa quarta-feira do deputado Delfim Netto (SP), o PMDB aproxima-se de ser novamente a maior força da Câmara, objetivo que deve alcançar na próxima semana, com a adesão de pelo menos dez parlamentares, segundo informou o presidente do partido, deputado Michel Temer (SP).

Beneficiado pelo escândalo que abalou PT, PTB, PL e PP, da base do governo, o PMDB se reposiciona num momento especial. Apesar de suas divisões internas, ganha melhores condições para influir na provável substituição do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), na sustentação futura do governo e na sucessão presidencial.

"Pelo equilíbrio que demonstramos e por não estarmos comprometidos com as irregularidades, somos o escoadouro natural dos que não se conformam no quadro atual", disse Temer à Reuters.

Dentre os 18 deputados denunciados pelas CPIs dos Correios e do Mensalão, apenas um é do PMDB, o ex-líder José Borba (PR). O PMDB não assinou a representação ao Conselho de Ética contra Severino, mas também não se expôs em sua defesa.

"Estamos voltando a ser o maior partido do Congresso e do país, em condições plenas de lançar candidato próprio à Presidência da República em 2006", acrescentou Temer.

Ex-presidente da Câmara (1989-2001), Temer é o mais provável sucessor de Severino, na linha de "solução negociada" entre os partidos do governo e da oposição, segundo parlamentares do PT e do PSDB consultados pela Reuters.

NOVE GOVERNADORES

O ex-ministro Delfim Netto, um dos fundadores, em 1980, do PDS (sucessor da Arena, no regime militar, e atual PP), passa a ser o 87o deputado do PMDB, que fica com apenas dois parlamentares menos que o PT. A expectativa de veteranos da Câmara é de que até o fim de setembro, quando termina o prazo de trocas para as eleições de 2006, o PMDB chegue a cem deputados e o PT caia a menos de 80.

Além dos novos deputados, devem se filiar ao PMDB na próxima semana, segundo Temer, os governadores Paulo Hartung, do Espírito Santo, e Eduardo Braga, do Amazonas, eleitos respectivamente pelo PSB e pelo PPS.

O partido passará a ter nove governadores (já governa Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Tocantins e Distrito Federal), além de 23 senadores (de um total de 81), 1.057 prefeitos (quase um quarto do total), 8.315 vereadores e mais de dois milhões de filiados.

APOIO SEM COMPROMISSO

O PMDB controla três Ministérios (Saúde, Minas e Energia e Comunicações) e é o mais importante aliado do governo no Congresso.

O apoio ao governo, costurado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não incluiu o compromisso com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou qualquer outro candidato indicado pelo governo.

O PMDB participa do comando das CPIs dos Correios, do Mensalão e dos Bingos, nas quais tem ou o presidente ou o relator.

A última vez que o partido apresentou candidato próprio ao Palácio do Planalto foi em 1994, com Orestes Quércia. A direção do PMDB marcou para 5 de março prévias para a escolha do candidato presidencial de 2006.

Pelo menos cinco nomes são apontados como possíveis candidatos entre os filiados ao PMDB.

Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, candidato declarado, tem obtido entre 10 e 13 por cento nas pesquisas de intenção de votos. O ex-presidente e ex-governador de Minas Itamar Franco, apareceu com 4,4 por cento na última pesquisa Sensus.

Outros nomes seriam o dos governadores Germano Rigotto (Rio Grande do Sul) e Roberto Requião (Paraná) e o senador Pedro Simon (RS).

Além desses, o PMDB poderia contar, teoricamente, com as filiações do vice-presidente José Alencar (que deixou o PL) e do presidente do STF, Nelson Jobim, que tem prazo legal até abril de 2006 para retornar ao partido e disputar as eleições.

(Por Ricardo Amaral)

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