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18/11/2005 - 11h51
Mulheres são vítimas de "generocídio", mostra estudo

Por Larry Fine

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Faltam cerca de 200 milhões de mulheres no mundo, "desaparecidas" devido àquilo que um estudo de três anos sobre a violência contra elas chamou de "generocídio".

O número dessas mulheres que o estudo chama de "desaparecidas" se baseia na taxa de nascimentos de homens e mulheres, teoricamente semelhante, e na existência de menos mulheres do que o esperado na população mundial, segundo Theodor Winkler, diretor do centro de pesquisas responsável pelo projeto.

Winkler disse na quinta-feira em entrevista coletiva na Organização das Nações Unidas (ONU) que os abortos e infanticídios são as maiores causas dessa diferença de mulheres na população mundial. Outro fator é a violência doméstica, o que inclui os chamados crimes de honra em algumas culturas.

"Somos confrontados com o assassinato de Eva, um generocídio sistemático de trágicas proporções", escreveu Winkler no prefácio do estudo, recentemente publicado em livro sob o título "Women in an Insecure World" (Mulheres em um Mundo Inseguro).

"Há dezenas de formas pelas quais as mulheres têm um fim terrível", disse Winkler a jornalistas na ONU. "Obviamente, os direitos humanos e a proteção legal das mulheres são de crucial importância, mas não o único componente. Também há uma mudança cultural que deve operar."

Winkler disse que a violência contra as mulheres é a quarta maior causa de mortes prematuras no planeta, atrás apenas de doenças, fomes e guerras.

"Começa no ventre. Há sociedades onde os nascimentos de homens são preferidos, particularmente se o número de nascimentos for limitado. É aí que começam as razões para o aborto em função do gênero", disse ele.

O livro usa dados e fotos da ONU, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de governos para examinar o drama das mulheres.

Ele detalha estatísticas sobre estupros, violências ligadas a casamentos forçados, prostituição e escravidão sexual. O livro diz que, segundo um estudo baseado em 50 pesquisas de todo o mundo, "pelo menos uma em cada três mulheres foi agredida, forçada ao sexo ou abusada de outra forma durante sua vida".

Pelo menos 700 mil mulheres são vendidas anualmente para a prostituição, segundo o livro.

"O fenômeno profundamente arraigado da violência contra as mulheres é um dos grandes crimes da humanidade. Não podemos fechar nossos olhos a isso e esperar que simplesmente vá embora", disse Winkler.

O livro foi produzido por uma comissão formada pelo Centro de Genebra para o Controle Democrático das Forças Armadas e deve ser distribuído a governos, acadêmicos e profissionais de saúde.

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