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 Internacional

28/12/2005 - 19h06
Evo Morales fará juramento presidencial três vezes na Bolívia

Por Carlos Alberto Quiroga

LA PAZ (Reuters) - O líder cocalero Evo Morales fará três vezes o juramento presidencial, em cerimônias diferentes, confirmaram quarta-feira seus aliados. Morales chegou à presidência da Bolívia com uma vitória folgada nas eleições de 18 de dezembro.

O primeiro presidente indígena do país mais pobre da América do Sul assumirá formalmente o cargo em um ato na sede do governo, em La Paz, na tarde de domingo, 22 de janeiro, diante de vários chefes de Estado e outros convidados. Porém, antes e depois dessa cerimônia, haverá outros juramentos.

Alex Contreras, porta-voz de Morales, disse à Reuters que o futuro presidente irá ao vilarejo arqueológico de Tiwanacu, 70 quilômetros a oeste de La Paz, na região aymara próxima ao lago Titicaca, em 21 de janeiro. No local, receberá o poder simbolicamente dos povos originários da região.

O líder cocalero nasceu e cresceu na comunidade de Orinoca, no altiplano boliviano, também de cultura aymara, situada a 400 quilômetros ao sul de La Paz. Ele desenvolveu suas atividades sindicais e políticas na região cocalera de Chapare, onde o quechua é o idioma nativo predominante.

"Na cerimônica de Tiwanacu se reafirmará o compromisso do governo Evo Moraes com os valores originais", afirmou Contreras.

FESTA POPULAR

Em 22 de janeiro, Morales percorrerá a pé os 500 metros que separam o Congresso e a Plaza de San Francisco, centro tradicional de festas e manifestações populares, onde fará o juramento presidencial diante dos movimentos sociais que apoiaram sua candidatura "antiimperialista".

"Será uma festa popular, até a segurança estará a cargo dos movimentos sociais, que estão organizando grupos especiais de mineiros e camponeses para cuidar do novo presidente", disse o porta-voz.

Contreras afirmou ainda que, diante dos líderes sociais, Morales jurará cumprir o programa de governo divulgado na campanha eleitoral, com destaque para a eleição de uma Assembléia Constituinte e a nacionalização dos hidrocarburetos.

Devem assistir à posse histórica de Morales a maioria dos presidentes da América do Sul e governantes de outras regiões, informou o chanceler Armando Loyaza.

Desde a vitória nas eleições, Morales tem feitos contatos intensos, e por enquanto bem-sucedidos, com vários setores bolivianos, incluindo a cúpula empresarial e o comitê cívico do distrito oriental de Santa Cruz.

Nessa região, tradicionalmente dominada pela direita, Morales foi aplaudido na terça-feira com um discurso conciliador, promessas de realizar um referendo sobre autonomias e impulsionar o megaprojeto siderúrgico do Mutun, no extremo sudestes do país.

Morales deve fazer uma viagem internacional antes da posse, começando por Cuba, em 30 de dezembro, onde ele será recebido pelo presidente cubano, Fidel Castro.

Até 13 de janeiro, visitará a Espanha, Holanda, França, Bélgica, China e África do Sul. A viagem termina no Brasil, onde Morales se encontrará com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Argentina, Ernesto Kirchner, e possivelmente o da Venezuela, Hugo Chávez.

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