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 Internacional

06/01/2006 - 20h08
Filha registra candidatura de Fujimori à presidência do Peru

Por Robin Emmott

LIMA (Reuters) - O ex-presidente peruano Alberto Fujimori teve sua candidatura à presidência registrada nesta sexta-feira, horas depois de o Chile iniciar as investigações para sua extradição, a pedido do Peru, por acusações de corrupção e violação dos direitos humanos.

A filha de Fujimori, Keiko, vestindo a cor laranja que é a marca de seu pai, entregou os documentos ao Conselho Eleitoral do Peru. Fora do prédio, milhares de simpatizantes empunhavam bandeiras e cantavam: "Ninguém pode parar Fujimori".

"Este é um dia feliz. Não aceitaremos mais perseguições a meu pai", disse Keiko à multidão de cerca de 2.000 pessoas no centro de Lima.

Fujimori está detido em Santiago, onde chegou em novembro após um exílio voluntário. Ele mudou-se para o Japão depois de um escândalo de corrupção encerrar seu governo, que durou de 1990 a 2000.

Ele prometeu voltar à presidência do Peru apesar de ter sido proibido de ocupar cargos públicos até 2011. O ex-presidente acredita que o apoio popular vai pressionar os parlamentares a cancelar a restrição. Seus advogados também argumentam que ele seria imune a processos como presidente, se eleito.

O conselho eleitoral proíbe apenas criminosos condenados de se candidatarem à presidência. Mas muitos analistas políticos esperam que ele rejeite o registro de Fujimori. Um representante do órgão disse à Reuters que a decisão será tomada na próxima semana.

Em Santiago, um juiz chileno abriu as investigações do pedido de extradição feito pelo Peru e confirmou sua prisão, ocorrida dois meses atrás.

Orlando Alvarez, o juiz da Suprema Corte que cuida do caso, deve examinar 12 caixas de evidências contra o ex-presidente -- entre elas alegações de que ele autorizou esquadrões da morte para combater a violência de rebeldes -- antes de fazer uma recomendação sobre a extradição.

AINDA POPULAR

Fujimori, que oscilou entre um democrata liberal e um ditador depois que foi eleito pelo voto popular e dissolveu o Congresso em 1992, nega os crimes e diz que é vítima de perseguição política.

Muitos peruanos pobres o idealizam como um figura heróica que derrotou uma revolta sangrenta no início dos anos 1990, conteve a hiperinflação e construiu escolas e hospitais em áreas remotas negligenciadas por governos anteriores.

Fujimori tem de 15 a 20 por cento dos votos, segundo as últimas pesquisas. "Só por derrotar o terrorismo, Fujimori tem o direito de retornar à presidência", disse Gabriela Sanchez, de 60 anos, uma das participantes do ato em Lima.

Nas 12 caixas de evidências contra o ex-presidente fornecidas pelo governo peruano, há 10 casos de corrupção e duas das principais acusações que pesam contra ele sobre violação de direitos humanos.

O Peru enfatiza em seu pedido de extradição que a libertação do ex-presidente poria em risco o processo, pois ele poderia deixar o país.

(Reportagem adicional de Pav Jordan e Monica Vargas em Santiago e Tania Mellado em Lima)

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