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18/01/2006 - 17h42
Homem fica mais feliz com desgraça alheia que mulher, diz estudo

Por Patricia Reaney

LONDRES (Reuters) - Em alemão, existe até uma palavra -- Schadenfreude -- para descrever a alegria que se sente com a desgraça alheia. E, segundo cientistas, os homens vencem as mulheres nesse quesito.

Essa foi a conclusão de um estudo do University College, de Londres, apresentado como a primeira evidência científica da Schadenfreude.

Usando técnicas de mapeamento cerebral, os pesquisadores compararam como homens e mulheres reagiam ao verem outras pessoas sentindo dor.

Se o sofredor era alguém de quem se gosta, áreas do cérebro ligadas à empatia e à dor eram ativadas em ambos os sexos.

Mas as mulheres tiveram uma reação semelhante quando não gostavam da pessoa submetida à dor, enquanto os homens ativavam a área do cérebro responsável pelo sentimento de recompensa.

"As mulheres tiveram uma menor reação de empatia", disse Klaas Enoo Stephan, co-autor do estudo. "Mas ainda havia, enquanto nos homens estava completamente ausente", acrescentou em entrevista.

Os cientistas, que divulgaram o estudo na revista Nature, disseram que ela mostra que a reação de empatia entre os homens depende da lealdade da pessoa que está sofrendo.

"As reações de empatia em relação a outras pessoas não são automáticas, como se imaginava no passado, mas dependente do vínculo emocional com a pessoa que está sendo observada sofrendo", disse Stephan.

O estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira, 32 voluntários de ambos os sexos jogavam um jogo no qual trocavam dinheiro com quatro outras pessoas, que eram atores agindo sob orientação.

Os atores encarnavam personagens justos, que devolviam a mesma quantia recebida, ou injustos, que devolviam pouco ou nada do dinheiro entregue.

Na segunda parte do experimento, os voluntários foram colocados em máquinas de mapeamento cerebral e observaram os atores recebendo choques elétricos leves, semelhantes a picadas de abelhas.

Os cientistas mediam a reação dos voluntários nas áreas do cérebro associadas à dor, à empatia e à recompensa. Além disso, os voluntários responderam a questionários. Os homens admitiram um desejo de vingança muito superior ao das mulheres e um sentimento de satisfação ao ver a punição de alguém desleal.

"Precisaremos confirmar essas diferenças de gênero em estudos maiores, porque é possível que o desenho do experimento tenha favorecido os homens, pois havia uma ameaça física, e não psicológica ou financeira", disse Tania Singer, responsável pelo estudo.

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