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27/03/2006 - 18h20
Itaú manterá financiamento a campanhas eleitorais

Por Carmen Munari

SÃO PAULO (Reuters) - O escândalo do mensalão não abalou a determinação do Itaú de financiar campanhas políticas, garante o presidente do banco, Roberto Setubal.

"O Itaú vai continuar financiando como sempre financiou: dentro da legislação brasileira", alerta o executivo, ao desvincular a instituição financeira das denúncias de caixa dois que atingiram o PT.

Setubal participou, na sede da Reuters em São Paulo nesta segunda-feira, de entrevista dentro do projeto "Reuters Latin America Investment Summit".

Ele espera que o caso do mensalão sirva de exemplo para sanear as contas dos partidos.

"Espero que, com tudo isso, todos os candidatos e contribuintes se disponham a contribuir de uma forma correta, saudável", disse. "Quando você contribui de uma forma transparente, é porque você não tem preocupação de que amanhã alguém possa te acusar de estar pleiteando algum interesse diferente."

O banco é um dos tradicionais financiadores de campanhas do país. Em 2002, contribuiu com cerca de 5,4 milhões de reais, o equivalente a cerca de 0,1 por cento do lucro do ano passado.

Apesar de distribuir recursos para partidos diferenciados, o PSDB é seu principal foco. Do volume das doações de 2002, um total de 2,2 milhões de reais foram dirigidos ao então candidato tucano à Presidência José Serra, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou 250 mil reais, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Setubal justifica as doações ao afirmar que o banco acredita no debate eleitoral, considerado ponto alto da democracia, e que as campanhas são o melhor momento para isso.

SEM PREOCUPAÇÃO

O presidente do segundo maior banco privado do país vê tranquilidade na receptividade das eleições deste ano, uma situação bem diferente de 2002, quando as expectativas quanto ao governo do presidente Lula desestabilizaram os mercados.

"O cenário é muito, muito, muito diferente do de 2002", enfatizou.

Naquele ano, Setubal fez um discurso ao Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmando que Lula poderia ganhar a Presidência e implementar uma política econômica responsável.

Desde então, o mercado financeiro se acalmou, a inflação foi controlada e o superávit externo melhorou.

Como todo grande executivo, Setubal não quis falar sobre suas preferências entre os dois dos principais candidatos à Presidência que deverão se enfrentar em outubro, mas disse que tanto Lula como o tucano Geraldo Alckmin têm condições para executar a agenda que considera necessária ao crescimento do pais: redução permanente dos juros e maior eficiência do setor público.

Confiante, diz que, independentemente da ideologia, o que os políticos querem é crescimento econômico, mais emprego e estabilidade econômica.

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