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 Internacional

19/06/2006 - 12h52
Pré-candidata francesa defende casamento gay e direito a adoção

PARIS (Reuters) - Ségolène Royal, favorita para ser a candidata da esquerda nas eleições presidenciais da França de 2007, disse que os casais homossexuais deveriam ter o direito de se casarem e de adotarem crianças.

Segundo Royal, o país precisa agir de forma mais enérgica a fim de garantir que os homossexuais sejam tratados com justiça.

"É essencial que todos tenham direitos iguais e que tenham a chance de se expressar livremente", disse a esquerdista em entrevista concedida à revista gay Tetu. A edição da publicação com a entrevista chega às bancas na quarta-feira.

A questão do casamento entre homossexuais provocou uma polêmica na França, dois anos atrás, quando um prefeito autorizou a realização do primeiro casamento do tipo no país. Essa união acabou sendo declarada ilegal.

O governo do primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, um político conservador, é contrário ao casamento entre gays e não permite a casais formados por pessoas do mesmo sexo adotar crianças.

Mas o governo concedeu mais direitos financeiros aos homossexuais que selam uma união civil.

Royal, que lidera as pesquisas de opinião sobre quem deveria ser o candidato socialista à Presidência, disse que seu partido legalizará o casamento entre homossexuais se vencer as eleições de 2007.

"Abrir o casamento para os casais formados por pessoas do mesmo sexo é algo necessário em vista da igualdade, da visibilidade e do respeito", afirmou a pré-candidata.

Mas Royal, que nunca se casou oficialmente com o pai de seus quatro filhos -- o líder do Partido Socialista, François Hollande --, disse ser surpreendente que o casamento, "uma instituição chamada de 'burguesa"', esteja no centro da polêmica.

DIREITA

Partidos rivais acusaram a socialista de tentar conquistar votos da direita com propostas duras para a área de segurança e com questionamentos sobre o benefício da semana de trabalho de 35 horas, uma reforma defendida pelo partido dela.

Dois anos atrás, durante um debate a respeito do casamento gay, Royal mostrou reservas quanto aos direitos de casais homossexuais de adotarem crianças. Nesta semana, a postura dela foi outra.

"Independentemente do fato de os pais serem homossexuais ou heterossexuais, a adoção é, acima de tudo, um projeto familiar. A partir do momento em que os casais formados por pessoas do mesmo sexo forem reconhecidos como uma família, essa família terá o direito a ter planos familiares", afirmou à Tetu.

O ministro francês da Família, Philippe Bas, disse na segunda-feira ser totalmente contrário à oficialização do casamento gay e a permitir que esses casais adotem crianças.

"Acho que hoje, segundo as descobertas da psicologia moderna -- que podem ainda avançar --, é melhor para uma criança ter um pai e uma mãe", afirmou Bas ao Canal +.

Uma pesquisa do instituto BVA divulgada nesta semana mostrou que seis de cada dez franceses são favoráveis ao casamento entre homossexuais. Mas metade dos entrevistados afirmou ser contrária a permitir aos homossexuais que adotem crianças.

Casais formados por pessoas do mesmo sexo já podem se casar em vários países, entre os quais a Bélgica, a Holanda e a Espanha.

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