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 Internacional

04/01/2007 - 08h52
Britânicos prevêem que 2007 será o ano mais quente no mundo

Por Jeremy Lovell

LONDRES (Reuters) - Este ano deverá ser o mais quente registrado em todo o mundo, devido ao aquecimento global e ao fenômeno climático El Niño, afirmou nesta quinta-feira o Centro Meteorológico da Grã-Bretanha.

O centro disse que a combinação de fatores deverá provocar aumento nas temperaturas médias em 2007 acima do recorde de 1998. Segundo o centro, 2006 terá sido o sexto ano mais quente registrado no mundo.

"Esta nova informação representa outra advertência de que a mudança climática está acontecendo ao redor do mundo", disse a cientista Katie Hopkins, que representa o centro.

Todos os 10 anos mais quentes do mundo ocorreram desde 1994 seguindo-se medições de temperatura feitas ao longo de um século e meio, de acordo com a agência climática da Organização das Nações Unidas (ONU).

O centro britânico faz uma previsão global em janeiro em conjunto com a Universidade de East Anglia e disse esperar que a temperatura média fique 0,54 grau acima da média de longo prazo apurada entre 1961 e 1990, que é de 14 graus.

Há 60 por cento de probabilidade que 2007 seja tão ou mais quente que o atual ano recordista, 1998, quando a média de temperatura foi 0,52 grau acima da média de longo prazo.

A maioria dos cientistas concorda que as temperaturas subirão entre dois e seis graus centígrados neste século, principalmente por causa das emissões de carbono liberadas na queima de combustíveis fósseis para a produção de energia e no transporte.

Eles dizem que isso causará derretimento nas calotas polares, aumento dos níveis do mar e mudanças nos padrões climáticos que provocarão enchentes, fome e tempestades violentas, colocando milhões de vidas em risco.

Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial, disse em outubro que a ação sobre o aquecimento global é essencial e que o adiamento pode multiplicar os custos em até 20 vezes.

O Protocolo de Kyoto é o único plano de ação global para conter as emissões de carbono, mas termina em 2012 e é rejeitado pelo maior poluidor do mundo -- os Estados Unidos --, além de não ser obrigatório para economias como China e Índia.

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