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 Internacional

10/01/2007 - 21h39
Casa Branca rejeita mudança em lei sobre célula-tronco

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Defensores e adversários das pesquisas em humanos com células-tronco embrionárias expuseram suas opiniões na quarta-feira, antes de uma votação parlamentar sobre o assunto, mas a Casa Branca deixou claro que desaprova qualquer mudança na legislação.

Agora com maioria democrata, a Câmara vota na quinta-feira uma lei que amplia as verbas federais para esse tipo de pesquisa. Em julho de 2006, o presidente George W. Bush exerceu pela primeira e única vez seu poder de veto contra um projeto semelhante que havia sido aprovado na Câmara e no Senado.

Os senadores dizem ter pelo menos os 67 votos necessários para derrubar um veto presidencial, mas na Câmara a maioria qualificada não está garantida.

A Casa Branca divulgou um relatório sugerindo que outro veto é inevitável. "Devemos estabelecer um precedente construtivo aqui para levar a sério as dimensões morais dessas questões", disse o texto, intitulado Avançando a Ciência das Células-Tronco Sem Destruir a Vida Humana.

As células-tronco contêm o "manual de instruções" do organismo, e os cientistas acreditam que elas seriam capazes de regenerar tecidos e curar doenças como diabetes e mal de Parkinson.

Células-tronco obtidas de embriões com poucos dias de existência parecem especialmente poderosas nessas funções, mas adversários, como grupos contrários ao aborto, acham antiético usar embriões humanos para pesquisas.

"Sem uma compreensão de que a vida começa na concepção, e que um embrião é um ser humano nascente, sempre haverá argumentos de que outros usos, transferências e alterações de embriões se justificam por potenciais benefícios científicos e médicos", diz o relatório da Casa Branca.

O recém-eleito deputado democrata Phil Hare lembrou que está na vaga ocupada durante 23 anos por Lane Evans, que se afastou da política devido ao Parkinson. "Estou aqui hoje porque devo a Lane e a milhões de norte-americanos que sofrem de Parkinson, câncer de próstata, leucemia, diabete, mal de Alzheimer e lesões da coluna realizar a esperança contida na pesquisa com células-tronco embrionárias", afirmou ele em entrevista coletiva.

Já os adversários da prática realizaram suas próprias entrevistas coletivas para destacar recentes pesquisas que apontam para fontes alternativas de células-tronco.

Anthony Atala, da Universidade Wake Forest (Carolina do Norte), publicou no domingo um estudo mostrando que ele encontrou células-tronco altamente maleáveis no liquido amniótico que envolve o feto.

"Essas células se mostram mais promissoras que as células-tronco embrionárias, e sem requerer a destruição de vida humana em seu estágio mais inicial", disse o deputado republicano Joe Pitts em entrevista coletiva.

Atala rejeitou essa posição, dizendo ser importante que os cientistas trilhem todos os caminhos na pesquisa com células-tronco e escreveu uma carta dizendo isso aos autores do projeto.

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