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 Internacional

23/04/2007 - 20h40
Yeltsin era conhecido por gafes e brincadeiras impertinentes

MOSCOU (Reuters) - O ex-presidente russo Boris Yeltsin, que morreu na segunda-feira, celebrizou-se durante mais de 15 anos em altos cargos por suas gafes, piadas impertinentes e comentários indiscretos.

Sempre desconfortável com o rígido protocolo das reuniões de alto escalão, Yeltsin frequentemente desprezava as finezas diplomáticas para dizer -- ou fazer -- o que lhe vinha à cabeça.

Muitas vezes esses incidentes pareciam ser provocados pelo excesso de álcool, o que seus assessores negavam.

Mesmo antes de vencer a primeira eleição direta para a presidência da Rússia, em 1991, Yeltsin já fazia manchetes. Em 1989, teve de explicar ao Soviete Supremo como ele, um alto figurão do regime, havia entrado em uma delegacia na periferia de Moscou, ensopado e usando apenas cuecas.

Sua versão é de que fora atacado e vítima de uma tentativa de afogamento num rio. Dirigentes comunistas dizem que ele estava bêbado a caminho de um encontro com uma amante.

Já no Kremlin, depois de a União Soviética ser substituída por 15 Estados independentes, Yeltsin atraiu a atenção das TVs mundiais com suas travessuras.

Em 1992, tocou colheres, um popular instrumento musical na Rússia, na cabeça de Askar Askayev, presidente da ex-república soviética da Quirguízia.

Em 1994, Yeltsin chocou sua delegação durante um piquenique a bordo de um barco que descia o Volga, quando de repente pediu a seus guarda-costas que atirassem seu porta-voz ao rio gelado.

No mesmo ano, ele apareceu trôpego após um almoço, regado a champanhe, que marcava a saída do último soldado russo da Alemanha. Ele apanhou a batuta do líder da banda militar e insistiu em reger a orquestra. No mesmo dia, pegou o microfone numa recepção e cantou desafinado.

No incidente talvez mais célebre, em 1994, Yeltsin simplesmente não saiu de seu avião durante uma escala no aeroporto de Shannon, Irlanda, onde era esperado pelo primeiro-ministro do país, que ficou plantado na pista. Assessores disseram que ele estava exausto, e não bêbado, ao regressar de uma visita aos EUA.

Cansaço foi a explicação dada também em 1997, quando Yeltsin surpreendeu sua audiência na Suécia com uma dramática promessa de reduzir o arsenal nuclear russo e buscar uma proibição mundial. Um porta-voz alegou que a declaração não deveria ser levada a sério, pois fora dada ao final de um dia de muitos encontros.

Sem muito respeito pela etiqueta política ou de gênero, foi flagrado em 1995, numa reunião com correspondentes estrangeiros, beliscando o bumbum da sua secretária.

Em 1996, candidato à reeleição, foi visto dançando rock como um louco durante um comício. Mais tarde, soube-se que ele havia sofrido um enfarte dias antes.

Às vezes, ele recorria a conversas de tom caseiro -- e ao amor dos russos pela vodka -- para parecer um sujeito comum. "Alguns dizem que a vodka atualmente é barata demais e que devíamos aumentar os preços. Mas eu ainda não tive coragem para isso", disse ele na campanha de 1996.

"As pessoas têm sentimentos especiais por esta bebida. Elas não ligam de tomar um ou dois tragos depois do trabalho. Então não tenho pressa em aumentar os preços."

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