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 Internacional

15/10/2007 - 21h18
Nobel de Economia diz que forças do mercado são falhas

Por Jon Hurdle

PRINCETON, Estados Unidos (Reuters) - Sociedades não devem contar com as forças do mercado para proteger o ambiente ou fornecer um sistema de saúde de qualidade para todos os cidadãos, afirmou nesta segunda-feira um dos três vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2007, Eric Maskin.

Maskin, um dos três economistas norte-americanos que receberam o prêmio, disse que discorda "até certo ponto" da ortodoxia do livre mercado promovida pelo presidente norte-americano, George W. Bush, e outros líderes ocidentais.

"O mercado não funciona muito bem quando se trata de bens públicos", disse Maskin, um pequeno homem de 57 anos que mora em uma casa uma vez ocupada por Albert Einstein.

Ele, junto a Leonid Hurwicz, da Universidade de Minnesota, e Roger Myerson, da Universidade de Chicago, recebeu o prêmio por seu trabalho pioneiro sobre uma teoria que determina quando os mercados estão funcionando de forma eficaz.

"Os mercados trabalham aceitavelmente com bens chamados por economistas de bens privados", como carros e outros objetos duráveis, disse Maskin em seu escritório no Instituto de Estudos Avançados em Princeton, Estado norte-americano de Nova Jersey.

"Se eu compro um carro, eu uso o carro, você não e o mercado de carros funciona muito bem. Mas há muitos outros tipos de bens, frequentemente importantes, que não são bem fornecidos pelo mercado. Frequentemente, são encabeçados por bens públicos", acrescentou.

"Como nós garantimos, no caso de bens públicos, que eles sejam fornecidos, e que sejam fornecidos ao nível certo, levando em conta as preferências dos cidadãos?"

"Então a teoria da elaboração de mecanismos pergunta que tipo de procedimentos ou mecanismos ou instituições podem ser colocadas no lugar que nos permitem a escolher o nível certo", disse ele.

Estes mecanismo podem incluir impostos para permitir a provisão mais eficiente de bens públicos, sugeriu o economista.

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