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 Internacional

03/03/2008 - 14h44
Paraguai apura morte de 7 pessoas na fronteira com o Brasil; crime pode ter ligação com PCC

Daniela Desantis
de Assunção

A polícia paraguaia confirmou nesta segunda-feira que sete pessoas foram assassinadas a tiros em uma zona fronteiriça com o Brasil, ao norte do país, um crime atribuído por autoridades antidrogas à recente detenção de um suposto narcotraficante.

A chacina aconteceu no domingo, na cidade de Capitán Bado, a cerca de 550 quilômetros da capital paraguaia, Assunção.

O juiz da 1ª Vara Criminal de Franca, na região de Ribeirão Preto (SP), decretou na sexta-feira a prisão preventiva da advogada Adriana Telini Pedro, de 36 anos, indiciada por tentativa de latrocínio e formação de quadrilha e suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde então, Adriana, seu noivo, Luciano dos Santos Gonçalves, e outros dois acusados de participação no crime, Robson de Souza Rocha e Marcelo Steffen Russo, são considerados foragidos.
JUSTIÇA DECRETA PRISÃO DE ADVOGADA LIGADA AO PCC
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"Estas sete pessoas estavam no interior de uma casa jogando cartas quando chegaram outras cinco ou seis em uma caminhonete e, sem dizer nada, efetuaram os disparos", relatou a jornalistas o chefe da polícia local, Genaro Torres.

"Cinco morreram na hora, e as outras duas quando foram transportadas para um centro de assistência. Os atiradores efetuaram cerca de 100 disparos e, depois, se dirigiram outra vez para território brasileiro", acrescentou. Os agressores estavam armados com fuzis de assalto M16.

Presume-se que dois dos mortos haviam informado a agentes antidrogas o paradeiro de Auxiliador Dias de Sousa, um brasileiro procurado por tráfico de drogas no Brasil, detido na semana passada em território paraguaio.

Dias de Sousa, apelidado de "Cartão", estaria ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

"A hipótese que está sendo avaliada é que os autores (dos crimes) seriam deste grupo", disse Hugo Ibarra, diretor de Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai.

O ministro do Interior paraguaio, Libio Florentín, afirmou que seu gabinete está investigando a chacina, mas mostrou-se pouco otimista sobre os resultados em uma zona que muitas vezes escapa do controle da polícia.

"Não há possibilidade de controle efetivo ali, são quilômetros e quilômetros de fronteira seca", assegurou o ministro.

Logo após a prisão, Dias de Sousa foi levado a uma base de operações do Senad e espera eventual pedido de extradição do governo brasileiro.

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