UOL Notícias Cotidiano
 

01/06/2009 - 14h24

Aeronáutica diz que maior dificuldade nas buscas é local onde avião desapareceu

Do UOL Notícias
Em São Paulo e Brasília*
Atualizada às 18h16

A rota do voo AF 447

  • Imagem: Força Aérea Brasileira

O vice-chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, coronel Jorge Antônio Amaral, avaliou hoje (1º) que a maior dificuldade nas buscas pelo Airbus A 330 que realizava o voo AF 447, da Air France, se deve à localização - a área onde a aeronave desapareceu dos radares está localizada no centro do Oceano Atlântico. "O acesso é um pouco lento", disse.

"É necessário uma base o mais próximo possível para que haja abastecimento das aeronaves como suporte. Hoje, estamos usando as bases de Natal e de Fernando de Noronha."

Ele confirmou que, além de cinco aviões e dois helicópteros brasileiros, com aeronaves da França e da Espanha.

A Força Aérea norte-americana, de acordo com Amaral, também se colocou à disposição, mas ainda não há um número definido de aeronaves a serem enviadas. O governo norte-americano disponibilizou pessoal e equipamentos do Comando Sul, sediado no Panamá. "Quanto mais gente melhor", afirmou o coronel Jorge Amaral, vice-chefe do centro de comunicação social da Força Aérea Brasileira, ao ser questionado sobre a necessidade de se acionar a ajuda norte-americana - o que também foi feito pela França.



A Marinha enviou três navios para auxiliar a Força Aérea Brasileira. As três embarcações são o navio-patrulha Grajaú, que partiu de Natal, a fragata Constituição, que saiu de Salvador, e a corveta Caboclo, que saiu de Maceió. Os navios são normalmente utilizados em operação de busca e salvamento.

Segundo o Centro de Comunicação da Marinha, eles devem levar em torno de 24 a 30 horas para chegar à região do último contato do avião, que ocorreu a cerca de 770 km de Fernando de Noronha. Essa foi a região informada pela Aeronáutica para o início das buscas, segundo a Marinha.

Quem assumiu o comando da operação da Marinha é 3º Distrito de Natal. Este centro é que fará a comunicação com Aeronáutica.

Há mais dois navios da Marinha de sobreaviso, a fragata Bosísio e o navio-tanque Gastão Mota. Além disso, a Marinha coordena ações de buscas junto a possíveis navios mercantes que possam estar na rota do acidente.

Aeronaves
De acordo com a FAB, a operação de busca foi iniciada às 2h30, quando foram acionados um avião Hércules C-130 e um Bandeirante P-95.

A revista francesa Le Point informou que o governo francês, além de um avião de reconhecimento Bréguet Atlantic baseado em Dakar, enviado inicialmente para a região em que houve o desaparecimento, também mobilizou outro avião semelhante e um pequeno jato Falcon 50.

A França também enviou um navio que estava na costa da Guiné para a região, mas ele estaria a "vários dias" de viagem do local, segundo o porta-voz do Estado Maior francês. O uso de satélites de observação teria pouco efeito na região, devido ao fato de a região estar coberta por nuvens.

Os aviões da FAB envolvidos na ação, segundo nota da Aeronáutica, são:
- 1 avião Bandeirante de patrulha marítima (P-95), que decolou de Salvador com destino a Fernando de Noronha-PE;

- 1 helicóptero Blackhawk (H-60), que está em voo prosseguindo para Natal-RN, e posteriormente para Fernando de Noronha-PE;

- 1 aeronave Bandeirante SR (SC-95), de Campo Grande (MS) para Natal;

- 1 aeronave Amazonas (SC-105) de busca e resgate, de Campo Grande (MS) para Natal;

- 1 helicóptero Super Puma (H-34), do Rio de Janeiro com destino a Natal;

- 1 aeronave Hércules (C-130) prossegue para Natal-RN, com a equipe do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (Parasar), unidade de elite para operações de busca e resgate;

- 1 aeronave Hércules (C-130), que estava em Las Palmas, com destino à Europa, foi acionada para efetuar a rota inversa do voo AFR 447.

Voo AF 447 - Rio-Paris

  • Gonzalo Fuentes/Reuters

    Parentes e amigos de passageiros do voo AF 447 chegam a centro de crise montado no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris

Jobim
O ministro da Defesa Nelson Jobim, na manhã desta segunda, durante visita à Namíbia, recebeu a informação do desaparecimento do voo. Em nota, ele afirmou: "Após me certificar de que todas as providências técnicas de busca já haviam sido iniciadas, determinei que as autoridades brasileiras atuassem na mais estreita coordenação com as autoridades francesas na elucidação dos acontecimentos. Neste momento de expectativas e incertezas, apresento minha solidariedade aos familiares dos passageiros e tripulantes."

Pouco antes das 15h, o Ministério da Defesa anunciou que Jobim decidiu antecipar seu retorno ao Brasil.

A aeronave da Air France decolou do aeroporto do Galeão às 19h30 (horário de Brasília). Às 22h33, o avião realizou o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta 3), quando estava a cerca de 565 km de Natal (RN), informando que ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal (a 1.228 km de Natal RN), às 23h20.

Às 22h48, quando a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta 3, as informações indicavam que a aeronave voava normalmente a 35.000 pés (11 km de altitude) e a uma velocidade de 840 km/h.

Às 23h20, a aeronave da Air France não efetuou o contato via rádio previsto com o comando de voo de Dakar, segundo nota divulgada pelo Ministério da Defesa brasileiro.

De acordo com a Air France, a aeronave atravessou uma zona de tempestade com fortes turbulências às 23 horas (horário do Brasil). Uma mensagem automática foi recebida às 23h14 indicando uma pane do circuito elétrico numa zona afastada da costa.

* Com informações da Agência Brasil

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,02
    3,136
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,02
    75.974,18
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host