UOL Notícias Cotidiano
 

01/06/2009 - 13h56

Especialistas divergem sobre as causas do desaparecimento de avião

Thiago Varella
Do UOL Notícias
Em São Paulo

ESPECIALISTAS DIVERGEM SOBRE POSSÍVEIS CAUSAS DE ACIDENTE


Enquanto as autoridades procuram o Airbus A330-200, da Air France, que provavelmente caiu perto da costa brasileira, especialistas especulam, baseados nas informações já divulgadas, as possíveis causas do incidente. Carlos Camacho, diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, e Ivan Sant'Anna, piloto e autor de livros sobre acidentes aéreos, discordam quanto à causa do desaparecimento.

Segundo Sant'Anna, é muito improvável que a aeronave tenha caído por causa de um raio, conforme informou o diretor de comunicação da Air France, François Brousse.

"Um raio passa e sai do avião. O fenômeno não causa um incêndio em pleno voo", afirmou o piloto que já teve o avião que pilotava atingido por raios.

Camacho discorda. Para o especialista em segurança de voo, os raios podem ter causado algum tipo de dano pequeno que, somado a outros fatores, se tornaram a causa da possível queda do avião.

"Sabemos também que a aeronave passou por áreas de turbulência, onde havia raios e tormentas. Se raios atingiram a aeronave e causaram qualquer tipo de dano, por menor que seja, o avião pode ter entrado em falha estrutural e com isso pode até ter se desintegrado e chegado ao oceano em pedaços", disse.

O que ambos especialistas concordam é que a falha elétrica informada automaticamente pelo avião à Air France pode ter sido fundamental para o provável acidente.

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"Se o avião tinha uma pane elétrica, um curto-circuito e um incêndio podem ter ocorrido. Outras hipóteses são de uma explosão, uma perda de uma superfície aerodinâmica, como uma asa, ou uma descompressão explosiva, que é quando uma janela ou porta é arrancada", explica Sant'Anna.

Dificuldades na busca
Mesmo com toda a tecnologia disponível, o avião pode ficar desaparecido por muito tempo. Sant'Anna conta que uma aeronave desapareceu em 1977 na costa do Rio de Janeiro, vinda de Goiânia, e nunca foi encontrada.

Já Camacho explica que todos os aviões possuem um dispositivo chamado ELT, que manda um sinal eletrônico por satélite à companhia aérea para facilitar a localização em caso de impacto. "O problema é que o ELT não é tão protegido como as caixas pretas. Em caso de forte colisão, o ELT pode ser destruído", disse.

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