UOL Notícias Cotidiano
 

01/06/2009 - 12h44

Airbus tinha 80 brasileiros, diz Air France; voo apontou pane elétrica

Do UOL Notícias (*)
Em São Paulo e Brasília
(texto atualizado às 14h48)

O Airbus A330-200 da Air France, que fazia o voo AF 447 do Rio de Janeiro a Paris e desapareceu dos radares neste domingo (31) na costa do Brasil, levava 80 brasileiros, segundo divulgou a companhia aérea no início da tarde. O avião desapareceu com 228 pessoas a bordo. Desse total, 216 eram passageiros, incluindo um bebê, sete crianças, 82 mulheres e 126 homens.

Segundo a empresa, estavam no avião passageiros de 24 nacionalidades diferentes. Entre os brasileiros estavam o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, o chefe de gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e o presidente da Michelin - multinacional francesa do ramo de pneus - para a América do Sul, Luís Roberto Anastácio.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que as esperanças de encontrar sobreviventes são "muito fracas" e que não se sabe o que aconteceu com o voo. "Não há nenhum elemento concreto sobre o que aconteceu", afirmou.

A Air France já tem a lista dos passageiros, mas informou que só a divulgará após a checagem das nacionalidades. Alguns deles optaram por não informar telefones no cartão de embarque, o que dificulta o contato com as famílias, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Mensagem apontou falha elétrica
O voo AF 447 da Air France decolou do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, por volta das 19h (horário de Brasília) de domingo e deveria pousar às 11h10 (6h10 de Brasília) no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.

O Airbus mandou uma mensagem automática às 23h14 (horário de Brasília) indicando problemas no circuito elétrico, informou a companhia aérea Air France. Segundo o diretor de comunicação da Air France, François Brousse, a aeronave "foi provavelmente atingida por um raio".

O último contato feito pelo avião com o controle ocorreu às 22h33. Segundo a Aeronáutica, o contato seguinte deveria ter sido feito às 23h20, o que não ocorreu.

A FAB também informou que, por volta das 2h10, o avião deveria ter passado pela Ilha do Sal, no Atlântico, em Cabo Verde. Às 2h30, como não houve contato, as buscas foram iniciadas.

Especialistas divergem sobre as causas do desaparecimento de avião



O piloto do avião Airbus A330-200, matrícula F-GZCP, tem 11 mil horas de voo, 1.700 delas em Airbus A330/A340. Um dos copilotos tem 3.000 horas de voo, 800 em Airbus A330/A440, e o outro tem 6.600 horas -2.600 em Airbus A330/A440.

De acordo com a nota divulgada pela companhia, a última manutenção da aeronave no hangar aconteceu no dia 16 de abril deste ano. O aparelho está equipado com motores General Electric CF6-80E.

Buscas
A Aeronáutica e a Marinha realizam buscas no Oceano Atlântico. Inicialmente, um avião de reconhecimento Bréguet Atlantic, da França, partiu de Dakar, no Senegal, para ajudar. Outros dois aviões franceses foram mobilizados: um outro Bréguet Atlantic e um Falcon 50, que um pequeno jato, segundo a versão eletrônica da revista "Le Point".

Voo AF 447 - Rio-Paris

  • Gonzalo Fuentes/Reuters

    Parentes e amigos de passageiros do voo AF 447 chegam a centro de crise montado no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris



Cinco aviões e dois helicópteros da Força Aérea Brasileira participam da ação de busca. Os dois primeiros aviões mobilizados foram um Hércules C-130 e um Bandeirantes P-95.

O vice-chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, coronel Jorge Antônio Amaral, avalia que a maior dificuldade se deve à localização -a área onde a aeronave desapareceu dos radares está no centro do Oceano Atlântico. "O acesso é um pouco lento", disse.

O coronel da Aeronáutica, Henry Munhoz, afirmou que a comunicação na Ilha do Sal, em Cabo Verde, é muito boa e os radares de lá não detectaram a passagem do avião.

"Todo o controle é feito por comunicação, porque não há radar pelo mar, é a conversa do piloto. Durante a madrugada, essa comunicação cessou, aumentando a apreensão do que poderia ter acontecido com a aeronave", disse.

Henry Munhoz informou ainda que, quando o avião decola, se desenha uma rota, e é por meio dela que se realizam as buscas. Ele lembrou que a FAB é responsável pelo espaço aéreo do país e mais dois espaços equivalentes à área do Brasil no oceano Atlântico.

*Com informações da AFP, EFE, AP, Reuters e Jovem Pan AM

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    0,39
    5,761
    Outras moedas
  • Bovespa

    18h55

    2,49
    96.294,89
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host