UOL Notícias Cotidiano
 

01/06/2009 - 20h23

Voo AF 447: apreensão de parentes, imprecisão nas informações e buscas em alto mar; veja vídeos

Do UOL Notícias
Em São Paulo

VEJA VÍDEOS SOBRE O ACIDENTE

O clima de apreensão tomou conta dos familiares dos 228 ocupantes do vôo AF 447 após a notícia do desaparecimento da aeronave, na manhã desta segunda-feira (01). No aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, ou no Galeão, no Rio de Janeiro, parentes buscavam informações. A Air France procurou prestar atendimento aos familiares, mas muitos reclamaram da falta de informações precisas.

Especialistas ouvidos pelo UOL Notícias divergem sobre as possíveis causas que teriam provocado o acidente.

"Sabemos também que a aeronave passou por áreas de turbulência, onde havia raios e tormentas. Se raios atingiram a aeronave e causaram qualquer tipo de dano, por menor que seja, o avião pode ter entrado em falha estrutural e com isso pode até ter se desintegrado e chegado ao oceano em pedaços", disse Carlos Camacho, diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

"Um raio passa e sai do avião. O fenômeno não causa um incêndio em pleno voo", afirmou Ivan Sant'Anna, piloto e autor de livros sobre acidentes aéreos, que já teve o avião que pilotava atingido por raios.

Em entrevista coletiva concedida em São Paulo, Isabelle Birem, diretora-geral da Air France, afirmou ser "muito cedo" para tirar conclusões sobre o que provocou o desaparecimento do avião. Birem admitiu que a companhia aérea ainda tem poucas informações, confirmou o número de brasileiros no vôo 447 e a nacionalidade dos demais passageiros. Segundo ela, 58 brasileiros estavam no avião.

Pela manhã, Jorge Assunção, gerente da Air France no Rio de Janeiro, havia informado que o número de brasileiros era de 80. Segundo ele, alguns familiares viajaram para Paris para tentar obter mais informações sobre o acidente.

A Aeronáutica informou que ainda trabalha com a hipótese de sobreviventes. Mas segundo o responsável pela assessoria de comunicação, os trabalhos de buscas não são fáceis.

"O principal para todos nós, agora, é chegar ao local em que se teve o último contato com a aeronave. A maior dificuldade para este tipo de busca é que temos poucos pontos de apoio para o reabastecimento das aeronaves. É uma situação complicada por ser em alto mar. Nós temos que trabalhar com a possibilidade de termos sobreviventes", disse o coronel Amaral, assessor de comunicação social da Aeronáutica.




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