UOL Notícias Cotidiano
 

02/06/2009 - 19h33

Marinha diz que missão de navios é resgatar sobreviventes

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

VEJA TRECHOS DA ENTREVISTA


O contra-almirante Domingos Sávio Almeida Nogueira, diretor do centro de comunicação social da Marinha, afirmou nesta terça-feira (2) que "encontrar sobreviventes" é o principal objetivo dos navios que estão sendo deslocados para a área em que foram encontrados destroços do Airbus da Air France, que desapareceu durante voo entre o Rio de Janeiro e Paris. "O que nos move é a esperança de encontrar sobreviventes, a salvaguarda da vida humana no mar".

Neste momento, apenas navios mercantes estão na área dos destroços, apesar de ainda não terem encontrado os objetos, de acordo com a Marinha. O primeiro navio da Marinha a chegar ao local deverá ser o navio-patrulha "Grajaú", que saiu às 9h30 desta segunda-feira de Natal.

A previsão inicial era que o navio chegasse à área na manhã desta quarta, mas agora a Marinha trabalha com uma nova expectativa de chegada por volta das 18 horas desta quarta. "O navio reportou que está pegando mar de proa, o que atrasa o avanço dele. Mas, assim como pegou o mar de proa, daqui a pouco pega o mar de popa e avançar".

Segundo o contra almirante, é importante manter os navios mercantes no local porque eles serviriam como marcos da área indicada pelos aviões da Aeronáutica, mesmo não tendo avistado os objetos. Os destroços não foram avistados todos juntos, desta forma, cada navio cobre uma área diferente. São quatro as áreas de cobertura.

Aeronáutica: buscas seguem durante a madrugada

A Aeronáutica informou na noite desta terça-feira (2) que aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) realizaram a cobertura de toda a área de 10.000 km² prevista para a busca da aeronave A330 da Air France. As buscas prosseguirão durante a noite e a madrugada


Durante a noite, os navios permanecerão no local, mas as buscas efetivamente são feitas durante o dia. "A busca à noite é muito dificultada. Os navios mercantes e da Marinha têm radar para identificar corpos que sobressaiam na superfície e possam ser vistos na tela do radar. Por isso as condições durante o dia, quando se tem a identificação visual, no olho humano e binóculo, são melhores".

Segundo a Marinha, a demora para os navios chegarem ao local deve-se a velocidade no mar. "Nosso navio patrulha consegue ter uma velocidade de avanço de 12 nós, às vezes indo a 14 nós (24 km/h). O que pode dificultar muito uma operação no mar é o tempo ruim. No presente momento, o mar está normal, com ondas de 1 a 2 metros, ventos de até 15 nós, podendo ter precipitação em alguns pontos isolados, com rajadas de até 17 nós. É um mar que não é uma piscina, mas que pode ser trabalhado normalmente."

O diretor de comunicação afirmou ainda que todos os navios da Marinha têm dois mergulhadores e um médico a bordo, apto a prestar primeiros socorros.

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