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07/06/2009 - 23h24

Familiares dos ocupantes do Airbus já dão mostras de exaustão com o longo calvário

Da Agência JB
Parentes dos passageiros do voo AF 447 foram entrevistados neste domingo, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, por agentes da Polícia Federal. Além ouvir depoimentos sobre características que pudessem ajudar a identificar os corpos encontrados, como tatuagens, os policiais colheram material para exames de DNA.

Um desses familiares era Isa Furtado de Santana, mãe da passageira Isabela Furtado Kesher. Ela respondeu às perguntas dos policiais e permitiu que coletassem amostras para um possível exame genético.

"Preferiria que deixassem minha filha onde está. É muito doloroso esse resgate. Tem sido muito difícil para nós", disse Isa, bastante abalada.
No começo da tarde, Maarten Van Sluys, irmão da passageira Adriana Van Sluys, disse que o reconhecimento dos corpos provavelmente seria feito por meio de fotos, enviadas da base de operações. Maarten adiantou também que os parentes, desgastados com a situação, não vão mais viajar para Recife, e aguardarão as notícias da base de operações.

Horas mais tarde, Marco Túlio Moreno Marques, filho dos passageiros Maria Teresa e José Gregório Marques, disse que a informação sobre o reconhecimento dos corpos por fotos estava errada.

"Não vai ser recebida foto nenhuma. Depois de feito o exame de DNA, e se o resultado for positivo para aquela família, ela vai ser chamada para, se quiser, fazer o reconhecimento do corpo. A Polícia Federal está fazendo um bom trabalho", explicou o advogado.

De acordo com Marco Túlio Moreno Marques, o encontro de mais corpos pelas equipes de busca tem contribuído para a resignação de alguns parentes.

"As pessoas estão ficando cada vez mais conformadas", contou o advogado. "Estão aparecendo mais corpos, o que é um certo alívio para algumas famílias".

A presidente da Associação dos Familiares do Voo 1907 da Gol, Angelita de Marchi, criticou a forma como a Air France vem conduzindo a relação com os parentes dos passageiros do voo AF 447. Na avaliação de Angelita, a companhia aérea francesa estaria promovendo a desunião do grupo e se preocupa apenas com a própria imagem.

"Eles colocaram as pessoas mais doces e mais bonitas para que achem que a empresa está fazendo do bom e do melhor. Qual a assistência que a Air France vai dar quando o caso sair da mídia?", criticou.

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