UOL Notícias Cotidiano
 

07/06/2009 - 23h22

Parentes das vítimas do voo AF 447 tentam se organizar

Da Agência JB
Em meio à rotina de angústia e espera que mudou sua vida nos últimos sete dias, desde de que o avião em que estava seu filho não chegou a Paris, Nelson Faria Marinho, de 66 anos, assistiu, de sua casa, a uma entrevista de Maarten Van Sluys na televisão. Não o conhecia. Em comum entre os dois, apenas a trágica circunstância de ter parentes que embarcaram no Airbus da Air France.

Maarten, cuja irmã Adriana Van Sluys estava no voo AF 447, contava à repórter que os parentes das vítimas estavam se sentindo como baratas tontas, devido à escassez e ao desencontro das informações que lhes eram passadas.

"Na hora que o vi na TV pensei que poderia contar com ele para fazermos algo por nossa situação", contou Marinho.

Ele então foi ao Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde a Air France instalou um centro de apoio aos parentes dos passageiros. Se apresentou a Maarten e conversaram sobre a ideia de organizar uma comissão para acompanhar o trabalho de busca e a investigação do caso. Ambos achavam que os familiares não estavam recebendo informações suficientes.

"Falei para o grupo que estava lá: "Aí, pessoal, quem quer formar uma comissão?" Na hora, umas 15 pessoas aderiram imediatamente", lembra Maarten.

Marinho diz que ficou chateado com as notícias que saíram na imprensa dando conta da pouca chance de haver sobreviventes. Ele conta que seu filho, por trabalhar em plataformas de petróleo, tem treinamento de sobrevivência.

"Ele estava passando uns tempos lá em casa com a mulher dele. Até eles acharem outro lugar para ficar. Eles moravam em Araruama. Fizemos até um churrasco antes dele viajar para Paris. Ele me pediu que desse uma força para sua mulher enquanto estivesse fora", lembra, emocionado.

Dissidência
A comissão não é unanimidade entre os parentes hospedados no hotel. Algumas pessoas, como o advogado Marco Túlio, já disseram que ela não representa a totalidade das pessoas.

Maarten, que é gerente de hotel, conta que uma discussão entre duas pessoas, das quais não citou os nomes, quase terminou em pancadaria. Mas ele avalia que pelo menos uns 30 parentes concordam com a ideia.

"Algumas pessoas acharam que estávamos formando um grupo para bater papo. Queremos sair e exercer pressão para sermos atendidos", explica.

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