UOL Notícias Cotidiano
 

11/06/2009 - 12h21

Primeiros destroços do Airbus recolhidos no mar chegam a Natal

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
No Recife
Depois de 11 dias de operações, os primeiros destroços do Airbus A-330 chegaram a Natal (RN) nesta quinta-feira (11), a bordo do navio Grajaú. "São 37 peças que atracaram hoje e que, em seguida, serão transportadas para o Recife", informou o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, da Aeronáutica, em entrevista no Cindacta 3, em Recife, na manhã de hoje.

Todo o material será entregue oportunamente ao governo francês e será fundamental para as investigações sobre as causas da tragédia. "Estamos aguardando as autoridades francesas se posicionarem para que esses destroços venham no Hércules C-130. Só vamos transportá-los após essa negociação", afirmou Cardoso.

De acordo com a Marinha, mais destroços devem chegar ao continente no dia 14, transportados pela fragata Constituição, que será substituída na área de buscas por outra embarcação ainda hoje.

Entre as peças, a embarcação trará o maior destroço encontrado até agora - que deve ser o leme da aeronave. "Esse navio deve atracar no porto do Recife com uma boa quantidade de destroços. Para remover aquela parte da cauda, vamos precisar de um guindaste, porque ela é bastante pesada", disse o vice-almirante Edison Lawrence, comandante do 3° Distrito Naval.

Chances menores
Segundo o brigadeiro Ramon Borges, existe uma "boa quantidade de destroços nos navios". Porém, esse número de peças e materiais vem diminuindo a cada operação. "Os navios continuam saindo de um ponto a 1350 km a nordeste do Recife. Mas os destroços estão hoje exatamente na área mais complicada de buscas, da zona intertropical, onde existem fortes turbulências. O ideal seria que viessem para a região sul", disse.

A Aeronáutica voltou a falar hoje em prazo para o fim das buscas. "Vamos discutir com a Marinha no dia 17 o prazo para as buscas de corpos. Precisamos de um limite, que seria o dia 19. Mas precisamos de uma assessoria técnica para analisar. Não é simples. Só se não houver mesmo possibilidades, cessaremos as operações", explicou, ressaltando que a Marinha francesa deverá continuar na região em busca de destroços e da caixa-preta.

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