UOL Notícias Cotidiano
 

12/06/2009 - 11h16

Familiares chegam ao Recife e pedem à PF para acompanhar identificação de corpos

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió
Familiares de vítimas do Airbus A330 que caiu no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo, no úlitmo dia 31 de maio, chegaram ao Recife nesta sexta-feira (12). Eles pretendem acompanhar de perto os trabalhos de identificação que são realizados pelo IML (Instituto de Medicina Legal) da capital pernambucana. Eles resolveram se antecipar ao pedido que seria entregue à Aeronáutica hoje.

Especial: indenizações

Discutir o assunto indenização costuma ser constrangedor para os familiares de vítimas de acidentes aéreos. Um sentimento que pode ser resumido pela fala de Maria Estela Otor Teixeira, dona de casa e mãe de Douglas Henrique, morto na queda do avião da TAM em Congonhas, em 2007: "Meu filho não estava à venda. É uma coisa extremamente desagradável esse negócio de indenização. A gente está em busca de verdade, para que se tenha mais segurança em voo."

Os parentes vieram por conta própria, em voo de linha Rio de Janeiro-Recife, e desembarcaram nesta madrugada no aeroporto Internacional Gilberto Freyre. Já em Pernambuco, eles fizeram contato nesta manhã com a PF (Polícia Federal). "Nós já tivemos o contato de três pessoas de famílias diferentes. Estamos contatando o IML do Recife para saber se vai ser possível a participação deles", informou a assessoria de imprensa da PF.

Procurada pelo UOL Notícias, a SDS-PE (Secretaria de Defesa Social de Pernambuco) informou que também recebeu a informação de que familiares já estão no Recife, mas antecipou que o acompanhamento das necropsias não deverá ser permitido.

Para atender aos familiares, a SDS-PE montou uma base no Sesc Santo Amaro, que fica ao lado do IML, onde estão profissionais do órgão. Ainda segundo a assessoria de imprensa, os detalhes sobre o acesso a informações, como os pertences e vestimentas que também já estão no Recife, ainda será definido pela cúpula do órgão.

Parentes reclamam da Air France
Segundo o gerente de hotel Marteen van Sluys, irmão de uma das vítimas do Airbus, a visita ao Recife foi motivada pela informação repassada pela Air France, ao pedirem para acompanhar o trabalho in loco. "A resposta foi que cada um ficasse em suas casas, acompanhando o noticiário pela TV e aguardando informações. Não concordamos com essa condução e resolvemos vir por conta própria", explicou, em entrevista ao "Jornal do Commercio".

Para ele, o objetivo dos familiares é ver de perto e ajudar na identificação dos 16 corpos que estão no Recife. "Meu objetivo é ver os corpos e contribuir no reconhecimento. Quero saber das informações diretamente na fonte, conversar com os peritos, ver todas as possibilidades que existem, quanto tempo essa etapa vai demorar. Faremos tudo o que for necessário para facilitar o trabalho", disse.

Na quinta-feira (11), os parentes disseram que iriam solicitar à Aeronáutica a disponibilização de um avião para trazer um grupo de sete familiares à capital pernambucana, assim como aconteceu na sexta-feira da semana passada. O pedido inclusive já teria sido feito às Forças Armadas.

O tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso afirmou que caberia às Forças Armadas trazer os parentes apenas se eles buscassem informações sobre as buscas no oceano. "Se eles quiserem acompanhar a identificação, terão que procurar a Polícia Federal", disse.

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