UOL Notícias Cotidiano
 

12/06/2009 - 09h52

Trabalhos do IML chegam ao segundo dia com ajuda de peritos federais

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió
As perícias dos 16 corpos das vítimas do Airbus da Air France chegam ao segundo dia sem nenhuma previsão para o fim dos trabalhos. As necropsias são feitas de forma ininterrupta por 39 técnicos dos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Alagoas. Além deles, dois peritos da Polícia Federal se incorporaram aos trabalhos no IML (Instituto de Medicina Legal) do Recife.

Dois legistas franceses vieram a Pernambuco e "observam" as perícias. "A participação acontece uma vez que a França é a responsável pela investigação sobre as causas do acidente", explica a SDS-PE (Secretaria de Defesa Social de Pernambuco).

Na manhã de quinta-feira (11), os peritos envolvidos analisaram os dados vindos de Fernando de Noronha para iniciar os trabalhos no IML do Recife. Os corpos começaram a ser analisados apenas 16 horas após a chegada à Base Aérea do Recife, por volta das 14h.

Segundo nota divulgada pela Polícia Federal e pela SDS-PE, além da identificação dos corpos, a equipe também trabalha com o objetivo de determinar a causa mortis das vítimas. O resultado é crucial para explicar como foram os minutos finais dos passageiros do voo AF 447, que transportava 228 pessoas.

Segundo a SDS-PE, o processo de identificação poderá ser realizado de três formas. "Podem ser feitos por identificação papiloscópica, exame de arcada dentária e, se necessário, o exame de DNA", diz nota. Os parentes já tiveram material genético recolhido.

Para reservar mais espaço para as necropsias, a direção do IML alugou um contêiner para trabalhos administrativos. Além disso, os exames de corpo de delito e sexológicos foram transferidos para a Vila Militar.

Fernando de Noronha
Segundo a SDS-PE, os trabalhos também estão em andamento em Fernando de Noronha, onde estão mais 25 corpos encontrados. "Tais procedimentos visam à vinculação dos objetos coletados aos corpos, com vistas à individualização de todos os vestígios encontrados", informou.

Todos os corpos passam por um trabalho demorado. Apenas 10 peritos (sete da PF) estão no arquipélgado. Cada corpo leva em média três horas para perícia.

"A cadeia de custódia de prova inicia-se com a chegada dos corpos em Fernando de Noronha. Todos são fotografados e são coletadas e catalogadas as vestimentas e pertences, para que o trabalho de identificação a ser feito no IML seja facilitado. É feita, ainda, nesta oportunidade, a coleta de impressões digitais, quando tal providência é possível e em seguida a coleta de duas amostras do material genético. Uma delas permanece na ilha e a outra segue para o Instituto Nacional de Criminalística da PF, em Brasília, para eventual necessidade do exame de DNA", explica a SDS-PE.

Ao contrário da primeira vez, os corpos devem ser transportados em duas etapas. A primeira delas terá início neste sábado, com pelo menos 12 vítimas sendo transportadas no Hércules C-130 da Aeronáutica.

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