UOL Notícias Cotidiano
 

19/06/2009 - 20h15

Identificar vítimas do voo da Air France é mais difícil do que no acidente da TAM, diz perita

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Chefe da equipe de peritas que identificou quase todos os 199 mortos no acidente com o Airbus da TAM em São Paulo, a bióloga Cristina Lekiche Gonzzales disse nesta sexta-feira (19) que a identificação dos corpos recolhidos no acidente com o avião da Air France há quase três semanas é ainda mais difícil de fazer.

"A facilidade do caso da TAM é que, apesar de ter havido carbonização em alta temperatura, o DNA ósseo ficou preservado. Além disso, todos os corpos estavam em um acesso mais fácil. Em biologia nada é exato, mas certamente o tempo até a chegada das amostras influencia", afirmou a perita em entrevista ao UOL Notícias.

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Especialista em DNA, a perita do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal em São Paulo foi enviada a Brasília para ajudar nos trabalhos, depois de ganhar notoriedade pela identificação de 195 das 199 vítimas do acidente de 2007, quando um avião da TAM colidiu com um prédio da própria empresa após tentativa fracassada de pousar no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Diferente do caso da capital paulista, no qual as operações eram centralizadas, as identificações tiveram de se dividir no acidente da Air France. As análises de perfis genéticos estão sendo feitas em Brasília, enquanto as menos complexas, através de objetos, por exemplo, são feitas em Recife, mais perto do local onde a tragédia aconteceu. Destroços da aeronave também estão na capital pernambucana.

O vôo 447 da companhia aérea francesa deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris em 31 de maio, às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato às 22h33. Minutos depois, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. A aeronave, que tinha 228 pessoas a bordo, foi encontrada no oceano Atlântico.

Até esta sexta-feira, 50 corpos tinham sido resgatados do mar. Segundo Gonzzales, o fato de ainda haver mais de 170 desaparecidos não dificulta a identificação entre as famílias que doaram DNA para fazer as comparações genéticas. "A questão é sempre se a amostra é boa ou não", comentou.

O processo, segundo ela, começa com a extração de DNA da amostra. Mais tarde, os especialistas buscam uma quantidade mínima, em geral cerca de meio nanograma, equivalente a um bilionésimo de uma grama. Depois esse material é ampliado em laboratório para em seguida gerar um perfil que permita a análise dos especialistas.

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